Três coisas que descobrimos com a vitória sobre o Ajax e o título da Liga Europa

Manchester United's Paul Pogba celebrates scoring their first goal with Matteo Darmian and team mates

Textos curtos porque não é hora para essas coisas. É hora de beber.

1. The master tactician

Sergio Romero não fez uma única defesa digna de nota. Poucos sabem montar um sistema defensivo como Jose Mourinho. Nem sempre é agradável de ver, mas futebol é ganhar. O resto é perfumaria. O United conseguiu anular a velocidade do Ajax e congestionou a defesa depois que tinha a vantagem no placar.

2. Fellaini foi o melhor em campo

Claro que ele não é um craque. Claro que o Manchester United é, na maioria das vezes, grande demais para ele. Mas Fellaini, em sua posição original (como meia avançado), teve sua melhor atuação com a camisa do United. E no melhor momento possível.

3. Então, o que estavam dizendo mesmo?

O clube que estava decadente, que não consegue jogar bem, piada de outras torcidas e que acumulou empates termina a temporada com um título nacional e outro continental.

Bom mesmo é ser torcedor do Liverpool que ganhou o… E teve também o….

Manchester United FC. Hated. Adored. Never ignored.

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Três coisas que aprendemos com a vitória por 2 a 0 sobre o Crystal Palace

Harrop

Mourinho cada vez mais Mourinho

Na tradicional conferência de imprensa de sexta-feira, o treinador reclamou dos comentaristas (de jornais e TVs) que “falam mentiras” e não analisam propositalmente todos os fatores de um time de futebol antes de dar uma opinião.

Era uma crítica velada ao ex-volante e ex-treinador Graeme Souness, da Sky Sports e do The Times, que criticou o discurso de Mourinho (sobre o cansaço do elenco) e a falta de criatividade no meio-campo da equipe.

No texto que o treinador publica no programa do jogo vendido fora do estádio, José foi na jugular, sem citar o nome de Souness.

“Eu não tenho culpa que a carreira dele como treinador foi muito ruim”.

Souness foi técnico do Blackburn, Newcastle, Rangers e Liverpool, o que levou Jamie Carragher a dizer que não foi Sir Alex Ferguson a “knock Liverpool off their fucking perch”. Foi Souness.

Depois da vitória, Mou ainda deu uma bizarra entrevista para a MUTV em que pediu para ir embora logo. “Não me pergunte muitas coisas. Tenho uma final agora.”

 

Vale a pena dar chance aos garotos

Foram a grande atração da partida e eles não decepcionaram. Josh Harrop fez um gol saído do playbook de Cristiano Ronaldo. Demetri Mitchell teve excelente atuação na lateral esquerda. Angel Gomes, aos 16 anos, é o quarto jogador mais jovem da história do Manchester  United a estrear no time principal.

A lição que fica é que o medo de dar chance aos jovens é bobagem. Claro que colocar sete ou oito ao mesmo tempo na equipe, apenas em circunstâncias especiais, como neste domingo. Mas se o United tivesse seguido mais o seu DNA nos últimos anos, não estaria querendo recontratar Michael Keane, não teria perdido Joshua King e, claro, Paul Pogba não seria hoje o jogador mais caro do mundo porque, em primeiro lugar, não teria ido para a Juventus.

Rooney

Com o passar dos anos, tudo o que Wayne Rooney fez de bom pelo Manchester United vai ser destacado, merecidamente. Todas as pataquadas que protagonizou serão esquecidas. Naquela que foi provavelmente sua despedida de Old Trafford, Mourinho acertou ao substituí-lo para que tivesse a chance de se despedir da torcida e ser aplaudido de pé.

Pena que tenha sido em uma partida irrelevante. Quem sabe seu adeus não seja levantando o troféu da Europa League?

 

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A primeira temporada de José

Mourinho

Não acabou, claro, mas talvez seja hora de analisar o que foi a primeira temporada de José Mourinho no Manchester United.

Restam dois jogos e cada um reserva interesses diferentes. Domingo, a curiosidade será ver como garotos como Angel Gomes, Zak Dearnley ou Scott McTominay  vão se comportar em partida de Premier League com estádio lotado. Todos eles já atuaram em Old Trafford, mas com lotação de Youth Cup ou de jogos da equipe reserva.

Quarta-feira vai acontecer a partida mais importante de todas, a determinar se a temporada do United terá sido um sucesso ou não. Porque a equipe precisa estar na próxima Champions League. Outro ano de Europa League seria frustrante dentro de campo, ruim nas finanças e outro golpe na aura de clube vencedor cultivada durante décadas.

É nítido que Mourinho está desesperado para acertar e fazer o Manchester United voltar a ser campeão. Ele precisa disso depois da saída do Chelsea. O clube também necessita que as bases a longo prazo sejam montadas porque é óbvio: José não é Ferguson. Ele não vai ficar 20 anos no comando do time.

A caminhada teve tropeços, acertos e incompreensões. Mourinho herdou elenco que precisava de uma reformulação profunda e que não foi ainda terminada. Uma mudança que já era necessária quando Sir Alex estava no clube e cuidava do dinheiro dos Glazers como se fosse dele mesmo (“não existe valor no mercado” ele dizia cada vez que não contratava ninguém). Os dois últimos títulos de Premier League (2011 e 2013) foram conquistados quase exclusivamente por causa do gênio e da força da personalidade de Alexander Chapman Ferguson. Sim, em 2013 os gols de Robin van Persie carregaram o ataque, mas foi Fergie quem percebeu que o holandês era a peça necessária para tirar do City o título.

Talvez se Mourinho tivesse sido o escolhido em 2013, a transição de treinadores teria sido mais tranquila. Como o próprio português queria, aliás. Sir Alex e Sir Bobby Charlton, não. Mas isso são águas passadas e desperdiçadas que passaram sob as pontes de David Moyes e Louis van Gaal.

O mais frustrante na primeira temporada de Mourinho é perceber que esta foi a Premier League mais fraca dos últimos dez anos e que o United poderia, com facilidade (muita facilidade) conquistar a vaga na Champions League ficando entre os quatro primeiros. Analisemos até o jogo contra o Swansea, aquele que fez realmente o time abrir mão do campeonato nacional e centrar fogo na Europa League.

Naquele momento, a equipe estava a dois pontos do Manchester City e a três do Liverpool. Vamos contar apenas três jogos em que o United dominou o adversário em casa de forma avassaladora e não saiu com os três pontos: Stoke, Burnley e Arsenal. Três empates. Colocados mais seis pontos para o United naquele momento, Mourinho estaria mais preocupado em alcançar o Tottenham do que o City.

A quantidade de empates em casa, além de irritantes (claro), demonstram que Mourinho não conseguiu restaurar – esperemos que isso mude logo – a aura do Manchester United em Old Trafford. A partir do momento em que o barco de Moyes começou a fazer água, os outros times perceberam ser possível sair da Sir Matt Busby Way com um resultado. Tantas e tantas vezes o United entrou em campo vencedor porque era possível detectar o medo nos olhos dos adversários…

O Manchester United perdeu a capacidade de conseguir o gol nos momentos mais críticos e os jogadores não sabem mais o que é a definição de Ryan Giggs: “se estivéssemos perdendo por 2 a 0 em Old Trafford aos 30 do segundo tempo, bastava um gol para o rival saber que iríamos virar o jogo”.

Mourinho adotou táticas difíceis de entender mais de uma vez. Na semifinal contra o Celta de Vigo, a equipe passou um sufoco desnecessário. O jogo estava sob o controle até o momento que Fellaini fez o gol. Depois disso, recuou, recuou e recuou, encorajando os espanhóis a acreditarem.

Mas Mourinho ainda é o master tactician. Ele anulou o Chelsea duas vezes na temporada e o United só perdeu na FA Cup por causa da expulsão de Herrera, cortesia de Michael Oliver, especialista em tomar decisões erradas em jogos decisivos. Com o português no comando, a defesa ganhou solidez, Valencia se tornou o melhor lateral direito da Premier League e Marcos Rojo renasceu como zagueiro. Herrera achou sua posição em campo.

As categorias de base passam por uma mudança que o clube precisava para parar de perder jovens revelações para os noisy neighbours.

O ataque teve problemas. Se os gols de Ibrahimovic foram exatamente o que o time necessitava, faltou criatividade ao meio-campo e há a tendência em forçar jogadas pelas laterais que resultam em cruzamentos inócuos à área. Poucas vezes o United teve criatividade para montar jogadas pelo meio e os rivais sabem disso. Martial poderia ser o nome a fazer a diferença, mas sua temporada foi marcada pelas atuações ruins, comentários sobre atitude displicente nos treinos e problemas pessoais. A série de lesões sérias que o elenco sofreu durante a temporada também atrapalharam. Muito.

Poucas vezes ouvimos o grito de “attack, attack, attack” que aparecia a cada jogo de Louis van Gaal em Old Trafford na última temporada. Em vez disso, apareceu a música que “something tells me I’m into something good”.

Quarta-feira, em Estocolmo, pode acontecer a confirmação disso.

 

Três coisas que aprendemos com o empate contra o Bournemouth

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1. O Manchester United é um time de copas

O United ganhou a Premier League em 2011 e 2013 com um elenco bem inferior ao atual. Foi campeão por causa da genialidade de Sir Alex Ferguson, que sabia extrair de vários jogadores mais do que eles tinham a oferecer. E a não percepção da realidade de reformular o time, quando SAF se aposentou, é parte do problema que a equipe vive até hoje.

O grupo desta temporada não tem a consistência para um torneio de pontos corridos, com 38 rodadas em que se pode até não jogar bem, mas é preciso extrair o resultado a qualquer custo. Sem contar outros menos óbvios, são quatro partidas em Old Trafford em que o Manchester United amassou o adversário, mas ficou no empate: Stoke, Arsenal, Burnley e… Bournemouth. Quem colocar mais oito pontos na classificação vai ver que o clube chegaria a 57 pontos. Estaria em segundo.

O estilo que Mourinho conseguiu até agora serve mais para o mata-mata. O quanto é bom o bastante descobriremos nos próximos 15 dias.

O que nos leva a…

 

2. É QUINTA-FEIRA!

A inconsistência na Premier League mostra que a melhor chance do United se classificar para a próxima Champions League é via Liga Europa. Com três jogos eliminatórios em sequência (um pela FA Cup), dois fora de casa e com viagem para a Rússia no meio do caminho, Mourinho terá um desafio para administrar o elenco e, especialmente, a condição física de Ibra.

Como é possível que ele seja suspenso por causa da cotovelada, pode ser que nem possa ser escalado contra o Chelsea.

Se tiver de escolher entre a Liga Europa e a FA Cup, José não tem muito o que pensar.

 

3. Rooney está proibido de chutar no gol

É a conclusão possível. O que leva um atacante que passou a carreira como artilheiro, maior goleador da história da seleção inglesa e do Manchester United, a repetidas vezes receber a bola na área ou em condições de finalizar e tomar decisões tão erradas?

Rooney parece ser jogador com confiança zero. A partida deste sábado resumiu perfeitamente. Duas vezes ele partiu com a bola dominada para a área, na diagonal e, em vez de chutar ao gol, tentou fazer o passe. Recebeu cruzamento em que tinha tempo para dominar no peito e finalizar. Deu uma cabeçada fraca.

Entrem no YouTube e vejam o terceiro gol do United sobre o Milan, na semifinal da Champions League de 2007. Rooney teve a audácia, a habilidade, a precisão de finalizar de primeira, de fora da área, quando até Dida achava que ele daria um toque na bola antes.

Este Wayne Rooney, infelizmente, não existe mais.

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A reação de Rooney no gol de Ibra

Levantar o troféu da Copa da Liga foi quase como um gesto de agradecimento a Wayne Rooney. Ele não entrou em campo. E, quando estava prestes a entrar, aconteceu o gol da vitória de Zlatan.

Por todas as críticas que recebeu (várias delas justificadas), depois das polêmicas, os gols, a queda de rendimento, a reação dele quando Ibra cabeceou para o gol, mesmo sabendo que aquilo o impediria de entrar em campo, foi um dos grandes momentos da final. Veja abaixo (link do Twitter):

 

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A mudança na biografia do Twitter já estava pronta

O Twitter oficial do Liverpool estava assim.

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Então, o Manchester United vai, derrota o Southampton e conquista o título de expressão número 42.

Aí não tem jeito. Tem de mudar…

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Não tá fácil, não.

 

 

 

Três coisas que aprendemos com a vitória por 3 a 2 sobre o Southampton. Ah… E com o título também

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1.É por isso que Mourinho jamais o substitui

Era óbvio que Zlatan estava exausto. Aos 35 anos, jogando todas as partidas 90 minutos, ele não foi substituído nenhuma vez na temporada. A velocidade não há e isso ficou provado quando pegou uma bola nos minutos finais que, se fosse Rashford, só pararia dentro do gol. Ibra parou e esperou a ajuda.

Mas o senso de colocação, as finalizações, o jogo aéreo… “Ele ganhou o título para nós”, disse Mourinho após o jogo.

O jogador mais decisivo da temporada na Inglaterra.

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2. Ganhar jogando bem, é bom. Ganhar jogando mal, é tão bom quanto

A melhor coisa do título é ver que o Manchester United recapturou uma das principais características dos tempos de Sir Alex. A capacidade de achar um jeito de vencer mesmo quando joga mal. E na final da EFL Cup, o United não foi bem. O Southampton criou mais chances, teve um gol legal anulado e poderia ter vencido.

Mas com o passar do tempo, ficou claro que quem aproveitasse a próxima chance seria campeão. E a oportunidade seguinte do United caiu na cabeça de Ibrahimovic.

 

3. Adeus de Rooney

Wayne não entrou em campo, mas é sintomático que tenha sido chamado para levantar a taça sem entrar em campo. Fica cada vez mais claro que é a última temporada dele no Manchester United.

 

Nesta ocasião especial, vamos abrir exceção para um quarto item,

4. WE’LL NEVER DIE!

 

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