Três coisas que aprendemos com a goleada sobre o West Ham


Em 2003, o United começou a Premier League goleando o Bolton por 4 a 0. Uma estreia de campeonato que ficou na memória porque nos 15 minutos finais entrou em campo o novo camisa 7 do time, que mostrou todo seu repertório de dribles.

Cristiano Ronaldo.

Dissemos aqui que a equipe não costuma jogar muito bem na primeira rodada. Ferguson sempre fazia seus times embalarem a partir de dezembro. A exceção foi 2006-2007, quando começou voando e foi campeão.

Aquela goleada sobre o Fulham foi tão empolgante quanto os 4 a 0 deste domingo, contra o West Ham.

1. A peça que faltava

Matic ganhou o prêmio de melhor em campo e Mourinho sabia o que fazia ao sancionar a compra de um jogador de 29 nos por 40 milhões de euros. Na temporada passada, faltava alguém que fizesse a função do volante: capaz de interromper os ataques adversários, fazer o trabalho sujo no meio-campo e oferecer liberdade aos outros jogadores. 

Se ele mantiver esse futebol na temporada, o United pode ter achado a última peça do quebra-cabeça.

2. As chances aproveitadas 

O United dominou o West Ham da mesma forma que fez em vários jogos na temporada passada. Mas desta vez soube aproveitar as chances para marcar. Contra os próprios Hammers, em Old Trafford, em 2016-2017, a equipe controlou como quis a partida, mas empatou em 1 a 1. 

Que alívio é ver o United convertendo as oportunidades… Fica tudo tão mais fácil.

3. O jogo fluiu

Desde o início, cada jogador parecia saber qual sua função e o entrosamento foi incomum para um começo de temporada. Quem jogou mal? Ninguém que eu me lembre… Espera-se que o gol de Martial seja o impulso que ele precisa.

O West Ham não vai brigar pelo título, mas tem time para brigar na parte de cima da tabela.

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Respostas a partir de domingo


(Este texto é escrito de um celular. Qualquer eventual erro de digitação, me perdoem).
A Supercopa da Europa é legal, o desempenho do United foi bom em alguns momentos, mas a temporada começa domingo. A partida contra o Real Madrid foi uma Community Shield com glamour. Interessa o confronto com o West Ham.

A primeira rodada da Premier League nem de perto é sinal do que vai acontecer com o time na temporada. As que terminaram com título da Champions League, o United não venceu. Em 1998-99, precisou de um gol de falta de Beckham aos 49 do 2o tempo para empatar com o Leicester. Em 2007-08, foi 0 a 0 com o Reading. Ambos em Old Trafford. Mesmo em 1992-93, quando Ferguson enfim acabou com a espera de 26 anos do clube pelo título nacional, a primeira rodada foi com derrota. Foi para o Sheffield United, por 2 a 1 (isso porque o árbitro ignorou um pênalti escandaloso sobre Giggs).

Desde a aposentadoria de Sir Alex (que perdeu para o Everton na primeira rodada 2012-13), o Manchester United venceu três das quatro estreias. Até David Moyes ganhou (4 a 1 sobre o Swansea). A exceção foi 2014-2015, quando van Gaal iniciou perdendo (2 a 1 para o Swansea).

A última vez que o time começou a Premier League jogando bem, atacando e não deixando qualquer dúvida de que pelo menos brigaria pelo título foi em 2006-07 e a goleada por 5 a 1 sobre o Fulham. Esta é a partida que podemos considerar como o despertar de Cristiano Ronaldo, que até então tinha um carreira de altos e baixos em Old Trafford.

Mourinho disse há alguns minutos que a equipe está pronta (apesar de deixar claro que ainda gostaria de mais uma contratação). Vai ser difícil investir pesado porque os Glazers estão vendendo ações do clube na bolsa de NY para levantar dinheiro. Para eles, não para o United. Só para deixar claro…

O que me aflige é a zaga. Smalling teve boa partida contra o Real Madrid, mas Lindelof ainda não acertou o pé. Bailly deve ser titular porque sua velocidade é um diferencial. A lateral esquerda é problema a ser resolvido e se o United cogitar a contratação de Danny Rose, será imenso sinal de desprestígio para Shaw.

Apesar dos sinais da pré-temporada, algumas da principais questões do time serão respondidas a partir de domingo:

Em que cenário Mourinho contempla usar três zagueiros? Como Mkhitaryan vai se sair em sua posição preferida (pelo meio)? Matic foi contratado para dar maior liberdade para Pogba. O que ele vai fazer com esta? Lukaku vai ser o homem-gol que custou tão caro? Principalmente: o Manchester United vai melhorar o aproveitamento das chances criadas?

Final de semana de abertura da Premier League é como se fosse Natal. 

Aproveitem. Keep the Red flag fluíam’ high!

Três coisas que aprendemos com a derrota para o Real Madrid

lukaku

1. United competiu contra o melhor time do mundo

Isso não é pouco para um elenco que está sendo remontado por Mourinho. O Real Madrid foi melhor durante boa parte da partida por alguns motivos. O United sentiu falta da presença de Bailly e mais uma vez teve problemas no miolo da zaga. Os espanhóis possuem melhores peças, mais entrosadas e acostumadas a vencer. Modric e Isco são dois jogadorzaços. Quando saiu o segundo gol, era possível imaginar que os comandados de Mourinho iriam capitular em campo. Não aconteceu. De fato, se Rashford tivesse percebido que o canto esquerdo estava aberto, a partida teria ficado 2 a 2.

2. Não tenha vergonha de admitir: o United melhorou com Fellaini

A mudança de Lingard (anônimo em campo) por Fellaini, uma opção pela jogada aérea e pelo jogo mais brigado, funcionou. A bola chegou mais em Lukaku, que não pode perder chances como a que desperdiçou logo após o segundo gol do Real. E não vamos esquecer que o primeiro gol, de Casemiro, foi irregular.

3. Precisa-se de lateral-esquerdo, mas Matic looks class

Darmian não pode ocupar a função e foi ineficiente contra o Real Madrid. Nem sequer é a sua posição. Não sabemos se o board irá ao mercado por um jogador que faça esse papel. O que resta a opção de esperar por Luke Shaw. Matic teve uma grande estreia e foi o melhor jogador do United, interceptando jogadas do adversário no nascedouro e ainda chutando no lance do gol de Lukaku.

 

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Ganha ou perca, resultados da pré-temporada não têm nenhuma importância

Lukaku

Este é um post preventivo.

O Manchester United venceu LA Galaxy e Real Salt Lake nos dois primeiros jogos da excursão pelos Estados Unidos. Fez sete gols, sofreu três. Jogou bem em alguns momentos, especialmente com Mkhitaryan e Lingard. Lukaku fez um, o que não é o seu primeiro gol de verdade pelo United. Este o será quando ele anotar em partida oficial, claro…

A partir de quinta (20), vão acontecer os três jogos mais difíceis do tour: Manchester City, Real Madrid e Barcelona.

Se o United ganhar os três, os resultados não vão significar absolutamente nada.

Se o United perder os três, os resultados não vão significar absolutamente nada.

A pré-temporada é para testar atletas, formações e, principalmente, dar ritmo para os jogadores. Mourinho estava certo quando disse que Lukaku jogou bem contra o Galaxy apesar de não ter feito nenhum gol. Marcou diante do Real Salt Lake e teve atuação pior.

Esses resultados de pré-temporada me lembram quando o United jogava a Charity Shield nos anos 90-2000 (hoje em dia é Community Shield). Todo ano levava ferro em Wembley ou no Millennium Stadium. Depois era campeão da Premier League.

Se essas partidas significassem alguma coisa, a equipe teria ganhado tudo em 2014-2015, a primeira temporada de Van Gaal. Venceu todas na excursão pelos Estados Unidos. Passou por cima de Barcelona, Real Madrid e Liverpool. Estreou no campeonato, em casa, contra o Swansea e perdeu. Chegou a maio de 2015 sem nenhum título…

É tudo muito relativo.

Não há porque se precipitar em conclusões por jogos como esse. O mais interessante foi Mourinho ter testado a formação 3-4-3, que pode ser utilizada a partir de agosto. E que nem arrisque Juan Mata se ele não estiver 100% recuperado na contusão no tornozelo que sofreu em Salt Lake City.

Esses amistosos são legais para a gente voltar a ver o time e se divertir. Nem para se irritar serve. Não valem nada.

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Mais uma vez De Gea. E quando a relação entre Manchester United e Real Madrid azedou

Manchester United v Real Madrid

 

Vamos nós de novo.

Embora tenha prometido que não comentaria boatos de transferências, o “interesse” do Real Madrid por De Gea (que preguiça desses assuntos…) desperta a necessidade de um post. Mais sobre a relação do Man United com o clube espanhol do que a vontade do Real em contratar o goleiro.

Por que o United venderia De Gea? Nem vamos considerar o que o time espanhol fez no caso Morata… David assinou uma extensão de contrato há duas temporadas. Não estão necessitado de dinheiro em Old Trafford. Nem há mais um jogador que Mourinho dissesse ser possível fazer uma negociação de troca. Quer dizer, até há, mas o Real não vai querer ceder os jogadores que caberiam no United (Kroos, Ronaldo, Bale…).

Não sei se vai acontecer, mas seria a hora de Ed Woodward dar o troco e pedir algo como 200 milhões de libras para vender De Gea. Só de sacanagem…

A relação entre os dois clubes azedou nos últimos anos. Começou a ficar ruim em 2008, na verdade, quando Sir Alex ficou tão irritado com o assédio sobre CR7 que comentou: “eu não venderia um vírus para aquela gente”.

Vendeu no ano seguinte por 80 milhões de libras.

O United tentou “sequestrar” a venda de Bale em 2013. Ofereceu 100 milhões de libras, mas o galês estava decidido a ir para Madri. Houve o caso de Sergio Ramos em 2015, quando o Real sabia que o zagueiro apenas estava jogando com van Gaal para conseguir uma renovação no Santiago Bernabéu. A história do fax “que quebrou” na saída de De Gea e chegada de Navas… Uma das histórias mais estranhas do mercado de futebol que eu me lembre.

Foi uma briga que chegou até a atual pré-temporada. Os dois elencos estão em Los Angeles e os dirigentes do Real Madrid ficaram furiosos porque o Manchester United conseguiu o melhor hotel, o Centro de Treinamento mais escondido da imprensa e as instalações mais confortáveis. Vai tornar interessante o amistoso entre os dois nos Estados Unidos. Porque esses jogos antes do início da Premier League não servem para nada, vamos dizer a verdade. Apenas para a gente matar saudade do time. O partida entre as equipes no ano passado teve público superior a 109 mil pessoas.

É curioso porque a relação entre os dois times já foi de solidariedade e amizade. Sir Matt Busby disse que não fosse o Real Madrid, o Manchester United possivelmente teria deixado de de existir após o desastre aéreo de Munique. Não havia dinheiro em Old Trafford e o Real fez uma série de amistosos com o United, levando sempre os titulares, sem cobrar um centavo. O dinheiro das rendas ajudou a manter o nosso clube vivo.

Não bastasse isso, logo após o acidente, o Real Madrid pediu de maneira formal à Uefa que o Manchester United fosse nomeado campeão europeu de 1958. Ofereceu Puskas por empréstimo de graça, o que só não foi possível se tornar realidade por problemas com o visto de trabalho.

Gestos muito bonitos do Real. Mas que ficaram no passado. De Gea é o último exemplo.

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Lukaku foi caro? Não é problema nosso

Lukaku

Romelu Lukaku vale 75 milhões de libras?

Não sei. Imagino que sim, já que o United aceitou pagar isso por ele. Na verdade, a conta vai chegar a 100 milhões, porque há cláusula de metas no contrato (mais 15 milhões) e a ida de Rooney para o Everton (15 milhões).

Quanto ele custou não é problema meu. Por que deveria me preocupar com quanto um jogador vale ou quanto vai ganhar? Não sou eu quem vai pagar…

Sir Matt Busby tinha a definição perfeita para isso. O dinheiro de um clube de futebol deve estar dentro de campo, onde todos podem ver.

A questão é se Lukaku serve para o United ou não.

Só a choradeira dos torcedores do CSKA Vladivostok nas redes sociais já fez valer a pena. Apenas fiquei com pena (de verdade) de Alvaro Morata. Ficou meio óbvio que o United negociava com Real Madrid e Everton para ver com quem fecharia primeiro. O Real Madrid agiu como o Real Madrid sempre age. Achou que seria mais um caso Sergio Ramos. Deu no que deu…

Por isso que eu defendo a tese:

O Real Madrid quer comprar De Gea? Sem problemas. São 200 milhões de libras.

O Real Madrid quer comprar Fellaini? Sem problemas. São 200 milhões de libras mais Cristiano Ronaldo.

Lukaku tem uma tendência a desaparecer em campo em jogos importantes. Ok, não foram muitos pelo Everton. Mas em clássicos, partidas grandes, ele não costuma brilhar. Mas está claro que tem as características que Mourinho buscava. Um atacante goleador, capaz de intimidar os zagueiros na força física, veloz, que sabe prender a bola no ataque e esperar a chegada dos meias.

Mourinho queria um Diego Costa versão Old Trafford.

Uma grande vantagem é a idade. Aos 24 anos, ele tem os melhores anos da carreira pela frente. O United tem um grupo de jovens, liderados por Pogba, que vão fazê-lo se sentir em casa logo. Mesmo jogando pelo Everton, aliás, o belga morava na região de Manchester (não na cidade Manchester porque nenhum jogador mora lá). Com certeza Mourinho quer um winger pensando nos cruzamentos para Lukaku.

Não deixa de ser estranho. Quando tinha 17 e estava no Anderlecht, Lukaku interessava ao United, mas decidiu que o melhor era ir para o Chelsea. Sete anos mais tarde, ele era cobiçado pelos rent boys e escolheu o United.

Na vida, a gente aprende a tomar as decisões corretas com o passar dos anos…

 

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O legado de Wayne Rooney

Rooney

 

O tempo será generoso com Wayne Rooney na memória dos torcedores do Manchester United.

É justo.

Os pedidos para ser negociado apenas para receber reajustes de salário, a tentativa de ir para o Chelsea, a demora para entrar em forma cada vez que se contundia, as últimas três temporadas abaixo da crítica. Tudo isso ficará na vala da história.

A escolha dele merece ser louvada. Não é qualquer jogador que segue seu instinto dessa forma, volta para o Everton, rejeita ofertas de mercados periféricos que lhe pagariam muito mais. Há vários motivos para ele retornar ao clube que sempre foi torcedor. Todos válidos. Espera-se que a torcida deles pense da mesma forma. Porque até Ryan Giggs disse que quando o Manchester United jogava em Goodison Park, o nível dos xingamentos direcionados a Rooney era inacreditável.

Em 2010, Sir Alex chegou a deixá-lo de fora da partida porque o jogador vivia crise no casamento (o episódio da prostituta, lembram?) e o treinador temia a reação que o público em Liverpool teria ao vê-lo. Ele ter tomado essa atitude foi algo extraordinário porque Ferguson nunca foi de se preocupar com essas coisas.

Rooney viveu três fases no United. Entre 2004 e 2005, quando teve grandes momentos, mas de forma inconsistente.

Entre 2006 e 2011, seu melhor momento. De forma brilhante, aceitou se sacrificar, jogar como winger ou até no meio-campo para Cristiano Ronaldo se destacar. Teve comportamento profissional exemplar ao não guardar qualquer rancor do português que cavou sua expulsão nas quartas de final da Copa de 2006 (e se ele dissesse para Ferguson que não jogaria mais com Ronaldo?). Este foi um dos motivos para o título da Champions League de 2008. Na temporada 2009-2010, a primeira sem CR7, Rooney carregou o time nas costas e sua lesão na partida de ida contra o Bayern de Munique tirou o United dos eixos. O que custou caro…

A partir de 2012, Wayne caiu de rendimento, alternando boas fases cada vez mais breves com longos períodos de seca. Não apenas nos gols, mas nas atuações. Mourinho, por exemplo, chegou a Old Trafford dizendo que, com ele no comando, o camisa 10 jogaria sempre perto do gol, onde renderia mais. Logo percebeu isso não ser possível. A própria decisão de colocá-lo em campo nos minutos finais da final da Liga Europa, apesar de uma bonita homenagem, foi imagem de que o capitão era mais um símbolo do clube do que um jogador em si.

No decorrer dos anos, Rooney também se transformou. O Manchester United pagou 27 milhões de libras em 2004 por um jogador de rua. Um gladiador que ia para a guerra cada vez que pisava em campo. Foi sob o comando de Ferguson que refinou seu futebol. Por alguns meses entre 2008 e 2010, foi possível incluí-lo entre os melhores do mundo. Wazza merece crédito por jamais ter se negado a fazer funções que não gostava e onde rendia pouco. Como volante, por exemplo.

O que vai ficar com o tempo são os 253 gols, a Champions League de 2008, as cinco Premier Leagues, a FA Cup de 2016, o gol do título na League Cup de 2010, o gol de bicicleta sobre o City, a estreia diante do Fenerbahce, o voleio contra o Newcastle, a vibração à beira do campo quando Ibra marcou de cabeça sobre o Southampton em Wembley, mesmo sabendo que aquilo o impediria de entrar na final…

Estamos tão acostumados com Rooney e o vemos em campo há tantos anos que surpreende ler que ele tem apenas 31.

Duas das grandes discussões dos últimos dias em fóruns de torcedores e nas redes sociais têm sido se Wazza merece uma estátua em Old Trafford e se pode ser considerado uma lenda do clube.

Estátuas em volta ao estádio foram erguidas para Busby, Ferguson, Law, Best e Charlton. Não há como colocar Rooney neste mesmo panteão…

A questão da lenda,  depende da definição de cada um, já que se trata de um valor abstrato e pode variar.

Para este blog, Wayne Rooney é, sim, uma lenda da história do Manchester United. Imperfeito, claro. Mas ídolos perfeitos não existem. Só na imaginação de alguns.

Que ele seja feliz no Everton.

PS. Em janeiro deste ano, fizemos um top 5 dos gols mais bonitos de Rooney pelo United. O link está aqui.

 

 

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