Cinco grandes jogos do United na 3ª fase da FA Cup

robins

O final de semana da 3ª fase da FA Cup é um dos top três da temporada do Reino Unido. Disputa o topo com o Boxing Day e o Opening Day (que, para mim, é melhor que o Natal).

É um torneio especial, por mais que não seja tão importante quanto a Premier League ou a Champions League. Mas em uma lista dos três jogos que eu gostaria de ter estado presente na vida, dois foram pela FA Cup. A virada sobre o Liverpool na 4ª fase de 1998-1999 e o replay da semifinal daquela mesma temporada contra o Arsenal. Uma das maiores partidas de todos os tempos.

Todas essas elucubrações antes do confronto com o Derby County, nesta sexta, na estreia do United na competição, me fizeram pensar em cinco momentos memoráveis do clube na 3ª rodada da copa mais antiga do mundo.

Lista pessoal, claro. Mas segue abaixo. Em ordem cronológica, não necessariamente de preferência.

 

Derby 2-5 Manchester United (1965-1966)

O Manchester United não seria campeão daquela Copa, nem meses depois conquistaria o título de inglês. Mas foi um dos jogos a mostrar que Sir Matt Busby estava com outra máquina em formação. Um time que conquistaria o título da Division One na temporada seguinte e a tão sonhada Copa da Europa em 1968.

O United venceu com dois gols de Law, dois de Best (já começando a se habituar a ser “El Beatle”) e um de Herd.

A equipe iria até a semifinal, quando foi derrotada pelo Everton por 1 a 0.

 

Nottingham Forest 0-1 Manchester United (1989-1990)

Os mitos podem ser mais fortes que a realidade. Ficou na história que Alex Ferguson viajou para o City Ground com a corda no pescoço. O time estava recheado de desfalques e, se perdesse, o treinador seria demitido. Venceu com um gol de cabeça de Mark Robbins, que até hoje dá entrevistas como “o jogador que evitou a queda de Alex Ferguson.”

Não foi bem assim. Fergie estava pressionado, com certeza, e havia uma legião de torcedores descontentes. Mas Sir Bobby Charlton e o então chairman Martin Edwards sempre descartaram que a demissão aconteceria.

O jogo tem maior importância histórica porque aquela FA Cup foi o primeiro título da era Ferguson, conquista que lhe deu fôlego para continuar no processo de reconstrução do clube… Deu no que deu.

Conquista que foi possível graças aos gols de Mark Hughes. Aliás, um atacante que era fenomenal. Foi dele o passe para Robins marcar contra o Forest.

 

Chelsea 3-5 Manchester United (1997-1998)

O placar de 5 a 3 pode fazer parecer que foi um jogo equilibrado. Não, não. Foi um massacre. O United abriu 5 a 0. Poderia ter feito nove. Contra um adversário que nos últimos 30 anos (muito antes da era Abramovich) sempre perturbou, os Reds foram a Londres e tomaram conta do jogo.

Beckham anotou dois, Cole também e Sheringham completou. Um passeio. Só que nos 10 minutos finais, o Chelsea marcou três gols, o que levou muita a gente a dizer “ah, se a partida tivesse mais dez minutos…”

Mas não tem. São 90. Se minha mãe tivesse pêlo no peito, seria meu pai…

O United foi até as oitavas de final, quando foi eliminado pelo Barnsley, na partida replay…

Ah, uma observação. Eu usei a palavra “Reds” para me referir ao Manchester United. Isso me faz lembrar que já ouvi e li em alguns lugares que o uso de “Reds” se refere exclusivamente ao Liverpool…

Se o nobre leitor é uma dessas pessoas, pare de falar isso. Você está passando vergonha.

 

Aston Villa 2-3 Manchester United (2001-2002)

Uma virada com o DNA do United sob o comando de Alex Ferguson. Quantas vezes a vaca parecia que já estava no brejo e bastava um gol para acordar o gigante. Aquela sensação de “é inevitável, vamos virar” é um dos sentimentos que eu mais sinto falta dos tempos de Fergie como técnico.

Este jogo no Villa Park foi um clássico exemplo. Nada dava certo. Nada. Quando, aos nove do segundo tempo, Phil Neville fez um gol contra e o Villa abriu 2 a 0, tudo parecia perdido.

Aos 32, Solskjaer (saudades, Ole) diminuiu e o United, usando aquele uniforme dupla face, que de um lado era branco e do outro era dourado, foi para cima.  Aos 36, já vencia por 3 a 2, com a torcida invadindo o campo para comemorar os dois gols de Van Nistelrooy (saudades, Ruud).

A caminhada durou até a 4ª fase, quando Laurent Blanc enterrou o time na derrota por 2 a 0 contra o Middlesbrough.

 

Manchester City 2-3 Manchester United (2011-2012)

Se a memória não me trai, esta foi a última vez que o United foi a Emptihad e atacou o City de verdade. Um jogo em que no intervalo, vencíamos por 3 a 0, com Rooney (duas vezes) e Welbeck não dando sossego para a defesa deles.

O City marcou duas vezes no segundo tempo, o que apenas serviu para nos levar quase à loucura nos dez minutos finais.

Um grande jogo.

O United caiu na fase seguinte, em Anfield (of all places), contra o Liverpool.

 

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