Arquivo da categoria: Uncategorized

Desmistificando o United em Anfield

Lukaku

Antes de mais nada, vamos deixar claro uma coisa: o clássico de sábado foi ruim. Bem ruim. Mas eu prefiro empatar em 0 a 0 daquele jeito do que perder por 4 a 3 em uma p… partida de futebol.

Todo engraçadinho, Jurgen Klopp insinuou que aquele estilo de futebol não caberia no Liverpool. Claro, resultados não são a especialidade naquele clube, pelo Campeonato Inglês, desde 1990.

O problema do estilo de Mourinho no Manchester United é que começam a surgir alguns mitos.

Sam Pilger, um jornalista inglês torcedor do United, escreveu no Twitter depois do jogo que Ferguson, durante 26 anos foi a Anfield para ganhar, enquanto Mourinho em duas temporadas havia estacionado o ônibus em frente da área para garantir o zero a zero.

Sou fã de Pilger. Os tempos que ele trabalhou na FourFourTwo foram os anos dourados da revista que hoje não é nem sombra do que já foi (apesar de ninguém no Brasil conseguir fazer nada igual). Mas o que ele escreveu é uma gigantesca mentira.

Jogar na defesa era o que Ferguson mais fazia quando ia a Anfield pela liga. Sou capaz de lembrar apenas três vezes em que o United partiu para o ataque desde o início para ganhar: 1996-1997 (3 a 1), 1997-1998 (3 a 1) e 1998-1999 (2 a 2). Foi muito mais comum ele utilizar um esquema cauteloso ao chegar lá como visitante.

Não há nenhuma intenção de desmerecer os feitos de Sir Alex (como alguém poderia fazer isso?) mas o passado pode tornar coloridas coisas que estavam mais para o preto e branco.

Não concordo muito com o argumento de Mourinho de que levou sufoco no segundo tempo porque não tinha como igualar os três volantes do Liverpool no meio-campo. Podia contar apenas com tinha Matic e Herrera. Era possível fazer algumas improvisações mesmo sem contar com Fellaini (quem diria que a lesão de Marouanne fosse tão lamentada?), Carrick e Pogba.

Sem analisar muito tempo e na urgência de igualar o que o adversário fazia, uma sugestão: Jones joga como volante. É a solução ideal? Não é.

Mas insistir em pedir para Darmian cruzar bolas na área também não é…

O que Mourinho percebeu foi o óbvio que foge muitas vezes à imprensa que não tem os mesmos interesses do Manchester United. A Premier League é uma maratona, não um sprint.

O próprio Ferguson acreditava que o importante não era disparar na ponta, mas manter contato com o líder até a hora da reta final ou a partir de janeiro. Foi isso que ele percebeu em 2006-2007. O Chelsea foi campeão em 2005 e 2006 sem ser fustigado por ninguém. Nenhuma outra equipe havia incomodado, pressionado e feito entrar CSKA Chelski em campo sabendo que precisava do resultado.

Quando o United fez isso, voltou a ser campeão.

É o que José pretende fazer agora. Manter contato com o City. Passar esse período de confrontos com Liverpool e Chelsea e ainda assim seguir ali, colocando pressão.

A atuação em Anfield não foi bonita, claro. Era melhor ter vencido com um gol de voleio, como Mata fez em 2014-2015. Mas no grande esquema das coisas, pode ter sido um 0 a 0 útil quando maio chegar.

 

CURTA AQUI NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

SIGA-NOS NO TWITTER

 

Anúncios

De volta! E com cinco jogos memoráveis em Anfield

2007

 

Voltamos após algumas semanas, quatro viagens e trabalho insano. Mas claro, acompanhando o maior clube de futebol do planeta. O momento de voltar é antes do maior clássico do futebol britânico, contra o Live*****l neste sábado.

Uma rivalidade que não é apenas dois times, mas de duas cidades. De quando o porto de Liverpool resolveu extorquir a cidade vizinha para despachar a produção das indústrias, Manchester deu um V sign para eles e construiu o ship tunnel. Mas inegável que, como muitas vezes acontece, é uma inimizade (ódio muitas vezes) que nasce também mais das semelhanças do que das diferenças (isso fica para um outro texto, talvez para o jogo do returno)

O Brazilian Red Devils faz uma lista bem específica. Cinco jogos memoráveis em Anfield pelo Campeonato Inglês entre Manchester United e eles… A ordem é cronológica.

 

5. Liverpool 3-3 Manchester United (4 de abril de 1988)

robson

O locutor de Anfield, para tentar reduzir o tóxico ambiente entre os dois times naqueles anos 80, deu boas vindas “to our friends from the other side of the M62”. Levou vaia que durou mais de um minuto.

O Manchester United possuía bom time, mas que não se comparava, infelizmente, ao que eles tinham. Aquele elenco 1987-1988 do Liverpool foi o melhor que tiveram por lá. Líderes da antiga Division One, chegaram ao clássico com 11 pontos de vantagem sobre o United e dois jogos a menos.

Não que Alex Ferguson tivesse material ruim. Viv Anderson, Steve Bruce, Paul McGrath, Bryan Robson, Gordon Strachan e Brian McClair eram titulares. O que ficou claro quando The Captain Marvel abriu o placar logo aos três minutos.

Por mais estranho que pareça, o Liverpool, no auge, tinha dificuldade para ganhar do United. No primeiro turno, em Old Trafford, havia sido 1 a 1. E se AQUELE time de Dalglish não conseguisse vencer o grande rival, qual conseguiria?

No começo do segundo tempo. o Liverpool vencia por 3 a 1 (Bearsdley, Gillespie e McMahon) e tudo parecia encaminhado.

Quase derrotado em campo, o United precisava de um golpe de sorte. Este veio aos 66 min, quando chute de Robson desviou na zaga e enganou Grobbelaar. A equipe cresceu em campo e, aos 77, Peter Davenport deu passe perfeito para Gordon Strachan sair na cara do gol. Ele esperou, esperou, esperou e quando viu que o goleiro não sairia, tocou no canto direito.

 

4. Liverpool 3-3 Manchester United (4 de janeiro de 1994)

giggs

O caminho inverteu. O Manchester United era a força dominante do futebol inglês, campeão nacional e em vias de fazer o double. O Liverpool entrava na mesma era em que está até agora: vivendo do passado.

O clássico começou perfeito para os visitantes. Após 23 minutos, venciam por 3 a 0, com gols de Bruce, Giggs (um golaço) e Irwin (de falta). Estava fácil demais e a equipe criava uma oportunidade depois da outra. Parecia que seria goleada histórica.

Até que aos 25, Nigel Clough (filho de Brian Clough que, no Nottingham Forest não o chamava pelo nome. Era apenas “our number nine”) acertou chute de fora da área. Por algum motivo, o United entrou em parafuso e Clough anotou outro antes do intervalo. O United perdeu um caminhão de chances para fazer o quarto (Giggs furou dentro da pequena área com o Grobbelaar caído). Neil Ruddock (of all people!) empatou de cabeça aos 79.

No pós-jogo, Alex Ferguson e Peter Schmeichel tiveram a mãe de todas os bate-bocas entre técnicos e jogador. Fergie estava furioso porque achou que o goleiro teve péssima reposição de bola e foi o responsável pela pressão que o time sofreu. O dinamarquês respondeu de forma mais dura. Questionou a capacidade tática do chefe. Saiu do estádio e telefonou para o seu empresário ordenando que achasse outra equipe porque não atuaria mais para Ferguson.

No dia seguinte, de cabeça mais fria, foi pedir desculpas.

“Suas desculpas estão aceitas. Mas eu vou ter de negociar você com outro clube”, foi a resposta do treinador.

Schmeichel foi para o vestiário esvaziar seu armário. Reuniu os jogadores e pediu desculpas pela confusão. Assumiu a culpa pelo que aconteceu. Ferguson estava ouvindo tudo no corredor, sem ser notado.

Foi o que salvou a carreira do maior goleiro da história em Old Trafford. Ele sairia apenas depois do Treble, em 1999.

 

3. Liverpool 1-3 Manchester United (19 de abril de 1997)

pallister

O clima era festivo em Anfield. Na reta final da Premier League, o United era líder, mas o Liverpool tinha a chance de encostar de vez e abrir a disputa pelo título. Muitos torcedores deles deveriam estar repetindo o que dizem todos os anos. This is our year.

Alex Ferguson vivia a dor de cabeça de acumular partidas decisivas. Na quarta-feira seguinte, teria o jogo de volta das semifinais da Champions League contra o Borussia Dortmund (o Manchester United perdeu os dois confrontos por 1 a 0 desperdiçando um caminhão de gols nos 180 minutos. Sério: foi absurdo). Andy Cole começou no ataque, em vez de Solskjaer.

Para colocar sal na ferida do Liverpool, o artilheiro em campo não foi nenhum atacante. Gary Pallister fez 12 gols em nove anos em Old Trafford. Na temporada 1992-1993, quando acabou o inferno de 26 anos sem título inglês, todos os jogadores do elenco anotaram na temporada, menos Pally. Na última rodada, contra o Blackburn, o zagueiro foi empurrado para bater uma falta da entrada da área e tentar fazer o gol. Ele provavelmente jamais havia feito uma cobrança na vida. Mas foi lá e marcou.

Naquela tarde de abril, em Anfield, Gary Pallister fez dois gols. Ambos de cabeça em dois escanteios. No segundo tempo, quando o Liverpool mais pressionava pelo empate, David James entregou o ouro para Andy Cole definir a vitória do Manchester United. Foi, na prática, o jogo do título.

 

2. Liverpool 1-2 Manchester United (2 de dezembro de 2002)

forlan 2

Volta e meia, você pode até identificar a música em Old Trafford, mesmo pela televisão.

“Diego, ôôôô, Diego, ôôôô. He came from Uruguay, he made de Scousers cry”.

Depois de um começo ruim ao ser contratado, ainda na temporada 2001-2002, Diego Forlán fez gols fundamentais na campanha do título da Premier League de 2002-2003. Contra Southampton, Chelsea, Aston Villa… Mas ele entrou no folclore por causa de dois que marcou em Anfield.

É memorável para o torcedor do United também porque Jerzy Dudek teve uma das atuações mais patéticas de um goleiro neste clássico. Mais do que David James. Com o jogo equilibrado no segundo tempo, o polonês deixou a bola passar pelo meio de suas pernas e sobrar livre para o uruguaio empurrar para o gol. Forlán depois ainda faria o segundo em um chute da entrada da área que Dudek foi com mão de alface e não conseguiu espalmar.

Depois que saiu do clube, o atacante seria um dos maiores artilheiros da Europa por Villarreal e Atlético de Madrid. Foi eleito o melhor da Copa de 2010. Mas sua imagem está ligada de maneira irremediável àquele clássico em Anfield no final de 2002.

Por causa disso, quase ninguém lembra que, nos minutos finais e com o placar 2 a 1, Barthez fez uma defesa espetacular em arremate de Dietmar Hamann, a mais bonita que fez com a camisa do Manchester United.

E na temporada seguinte, Dudek levaria um frango espetacular que nos daria outra vitória em Anfield.

 

1. Liverpool 0-1 Manchester United (3 de março de 2007)

SPT IHN 030307-23

Se não foi a vitória sobre o Liverpool que mais comemorei (tirando as duas em que estava em Old Trafford), chega perto. Reta final da Premier League, Manchester United se agarrando á liderança e tentando voltar a ser campeão depois de quatro anos, com um jogador a menos em Anfield e nos acréscimos. Foi quando John O’Shea fez nascer a música.

“When Johnny’s marching down the wing… O’Shea, O’Shea. When Johnny’s marching down the wing… O’Shea, O’Shea. When Johnny’s marching down the wing the Stretford End will fucking sing: WE ALL KNOW THAT JOHNNY’S GOING TO SCORE”.

Nos primeiros 85 minutos, o jogo teve muito pouco de memorável, como é a regra em Anfield. Curioso que à exceção de Van Gaal (VAN GAAL!) nenhum técnico do United desde Sir Alex Ferguson vai para a jugular contra o Liverpool fora de casa. Tem um posicionamento mais cauteloso. Fergie também era assim e este foi o comportamento da equipe.

Para dizer a verdade, eles também não criaram muito, a não ser por lance em que Peter Crouch obrigou Van der Sar a fazer uma grande defesa. Saha foi derrubado na área em um pênalti escandaloso não marcado pela arbitragem.

Foi neste ritmo até que Paul Scholes tentou acertar um soco em Xabi Alonso. Até hoje não sabemos o motivo, mas temos certeza que Scholesy estava certo. O United se fechou até, que nos acréscimos, houve uma falta na lateral. Cristiano Ronaldo foi bater e não era segredo algum que ele tentaria chutar direto. Reina sabia. Mesmo assim, largou a bola… Nos pés de O’Shea.

Gary Neville foi comemorar abraçado a Van der Sar em frente aos torcedores visitantes. A imagem de O’Shea correndo com os braços abertos, com a expressão de quem não acreditava no que tinha acabado de acontecer… Ainda não tem preço, tantos anos depois.

When Johnny’s marching down the wing… O’Shea, O’Shea”

CURTA AQUI NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

SIGA-NOS NO TWITTER: BR_REDDEVILS

 

 

 

Três coisas que aprendemos com a goleada sobre o West Ham


Em 2003, o United começou a Premier League goleando o Bolton por 4 a 0. Uma estreia de campeonato que ficou na memória porque nos 15 minutos finais entrou em campo o novo camisa 7 do time, que mostrou todo seu repertório de dribles.

Cristiano Ronaldo.

Dissemos aqui que a equipe não costuma jogar muito bem na primeira rodada. Ferguson sempre fazia seus times embalarem a partir de dezembro. A exceção foi 2006-2007, quando começou voando e foi campeão.

Aquela goleada sobre o Fulham foi tão empolgante quanto os 4 a 0 deste domingo, contra o West Ham.

1. A peça que faltava

Matic ganhou o prêmio de melhor em campo e Mourinho sabia o que fazia ao sancionar a compra de um jogador de 29 nos por 40 milhões de euros. Na temporada passada, faltava alguém que fizesse a função do volante: capaz de interromper os ataques adversários, fazer o trabalho sujo no meio-campo e oferecer liberdade aos outros jogadores. 

Se ele mantiver esse futebol na temporada, o United pode ter achado a última peça do quebra-cabeça.

2. As chances aproveitadas 

O United dominou o West Ham da mesma forma que fez em vários jogos na temporada passada. Mas desta vez soube aproveitar as chances para marcar. Contra os próprios Hammers, em Old Trafford, em 2016-2017, a equipe controlou como quis a partida, mas empatou em 1 a 1. 

Que alívio é ver o United convertendo as oportunidades… Fica tudo tão mais fácil.

3. O jogo fluiu

Desde o início, cada jogador parecia saber qual sua função e o entrosamento foi incomum para um começo de temporada. Quem jogou mal? Ninguém que eu me lembre… Espera-se que o gol de Martial seja o impulso que ele precisa.

O West Ham não vai brigar pelo título, mas tem time para brigar na parte de cima da tabela.

Respostas a partir de domingo


(Este texto é escrito de um celular. Qualquer eventual erro de digitação, me perdoem).
A Supercopa da Europa é legal, o desempenho do United foi bom em alguns momentos, mas a temporada começa domingo. A partida contra o Real Madrid foi uma Community Shield com glamour. Interessa o confronto com o West Ham.

A primeira rodada da Premier League nem de perto é sinal do que vai acontecer com o time na temporada. As que terminaram com título da Champions League, o United não venceu. Em 1998-99, precisou de um gol de falta de Beckham aos 49 do 2o tempo para empatar com o Leicester. Em 2007-08, foi 0 a 0 com o Reading. Ambos em Old Trafford. Mesmo em 1992-93, quando Ferguson enfim acabou com a espera de 26 anos do clube pelo título nacional, a primeira rodada foi com derrota. Foi para o Sheffield United, por 2 a 1 (isso porque o árbitro ignorou um pênalti escandaloso sobre Giggs).

Desde a aposentadoria de Sir Alex (que perdeu para o Everton na primeira rodada 2012-13), o Manchester United venceu três das quatro estreias. Até David Moyes ganhou (4 a 1 sobre o Swansea). A exceção foi 2014-2015, quando van Gaal iniciou perdendo (2 a 1 para o Swansea).

A última vez que o time começou a Premier League jogando bem, atacando e não deixando qualquer dúvida de que pelo menos brigaria pelo título foi em 2006-07 e a goleada por 5 a 1 sobre o Fulham. Esta é a partida que podemos considerar como o despertar de Cristiano Ronaldo, que até então tinha um carreira de altos e baixos em Old Trafford.

Mourinho disse há alguns minutos que a equipe está pronta (apesar de deixar claro que ainda gostaria de mais uma contratação). Vai ser difícil investir pesado porque os Glazers estão vendendo ações do clube na bolsa de NY para levantar dinheiro. Para eles, não para o United. Só para deixar claro…

O que me aflige é a zaga. Smalling teve boa partida contra o Real Madrid, mas Lindelof ainda não acertou o pé. Bailly deve ser titular porque sua velocidade é um diferencial. A lateral esquerda é problema a ser resolvido e se o United cogitar a contratação de Danny Rose, será imenso sinal de desprestígio para Shaw.

Apesar dos sinais da pré-temporada, algumas da principais questões do time serão respondidas a partir de domingo:

Em que cenário Mourinho contempla usar três zagueiros? Como Mkhitaryan vai se sair em sua posição preferida (pelo meio)? Matic foi contratado para dar maior liberdade para Pogba. O que ele vai fazer com esta? Lukaku vai ser o homem-gol que custou tão caro? Principalmente: o Manchester United vai melhorar o aproveitamento das chances criadas?

Final de semana de abertura da Premier League é como se fosse Natal. 

Aproveitem. Keep the Red flag fluíam’ high!

Três coisas que aprendemos com a derrota para o Real Madrid

lukaku

1. United competiu contra o melhor time do mundo

Isso não é pouco para um elenco que está sendo remontado por Mourinho. O Real Madrid foi melhor durante boa parte da partida por alguns motivos. O United sentiu falta da presença de Bailly e mais uma vez teve problemas no miolo da zaga. Os espanhóis possuem melhores peças, mais entrosadas e acostumadas a vencer. Modric e Isco são dois jogadorzaços. Quando saiu o segundo gol, era possível imaginar que os comandados de Mourinho iriam capitular em campo. Não aconteceu. De fato, se Rashford tivesse percebido que o canto esquerdo estava aberto, a partida teria ficado 2 a 2.

2. Não tenha vergonha de admitir: o United melhorou com Fellaini

A mudança de Lingard (anônimo em campo) por Fellaini, uma opção pela jogada aérea e pelo jogo mais brigado, funcionou. A bola chegou mais em Lukaku, que não pode perder chances como a que desperdiçou logo após o segundo gol do Real. E não vamos esquecer que o primeiro gol, de Casemiro, foi irregular.

3. Precisa-se de lateral-esquerdo, mas Matic looks class

Darmian não pode ocupar a função e foi ineficiente contra o Real Madrid. Nem sequer é a sua posição. Não sabemos se o board irá ao mercado por um jogador que faça esse papel. O que resta a opção de esperar por Luke Shaw. Matic teve uma grande estreia e foi o melhor jogador do United, interceptando jogadas do adversário no nascedouro e ainda chutando no lance do gol de Lukaku.

 

Curta nossa página no Facebook. 

Siga-nos no Twitter

Ganha ou perca, resultados da pré-temporada não têm nenhuma importância

Lukaku

Este é um post preventivo.

O Manchester United venceu LA Galaxy e Real Salt Lake nos dois primeiros jogos da excursão pelos Estados Unidos. Fez sete gols, sofreu três. Jogou bem em alguns momentos, especialmente com Mkhitaryan e Lingard. Lukaku fez um, o que não é o seu primeiro gol de verdade pelo United. Este o será quando ele anotar em partida oficial, claro…

A partir de quinta (20), vão acontecer os três jogos mais difíceis do tour: Manchester City, Real Madrid e Barcelona.

Se o United ganhar os três, os resultados não vão significar absolutamente nada.

Se o United perder os três, os resultados não vão significar absolutamente nada.

A pré-temporada é para testar atletas, formações e, principalmente, dar ritmo para os jogadores. Mourinho estava certo quando disse que Lukaku jogou bem contra o Galaxy apesar de não ter feito nenhum gol. Marcou diante do Real Salt Lake e teve atuação pior.

Esses resultados de pré-temporada me lembram quando o United jogava a Charity Shield nos anos 90-2000 (hoje em dia é Community Shield). Todo ano levava ferro em Wembley ou no Millennium Stadium. Depois era campeão da Premier League.

Se essas partidas significassem alguma coisa, a equipe teria ganhado tudo em 2014-2015, a primeira temporada de Van Gaal. Venceu todas na excursão pelos Estados Unidos. Passou por cima de Barcelona, Real Madrid e Liverpool. Estreou no campeonato, em casa, contra o Swansea e perdeu. Chegou a maio de 2015 sem nenhum título…

É tudo muito relativo.

Não há porque se precipitar em conclusões por jogos como esse. O mais interessante foi Mourinho ter testado a formação 3-4-3, que pode ser utilizada a partir de agosto. E que nem arrisque Juan Mata se ele não estiver 100% recuperado na contusão no tornozelo que sofreu em Salt Lake City.

Esses amistosos são legais para a gente voltar a ver o time e se divertir. Nem para se irritar serve. Não valem nada.

CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

SIGA-NOS NO TWITTER

Mais uma vez De Gea. E quando a relação entre Manchester United e Real Madrid azedou

Manchester United v Real Madrid

 

Vamos nós de novo.

Embora tenha prometido que não comentaria boatos de transferências, o “interesse” do Real Madrid por De Gea (que preguiça desses assuntos…) desperta a necessidade de um post. Mais sobre a relação do Man United com o clube espanhol do que a vontade do Real em contratar o goleiro.

Por que o United venderia De Gea? Nem vamos considerar o que o time espanhol fez no caso Morata… David assinou uma extensão de contrato há duas temporadas. Não estão necessitado de dinheiro em Old Trafford. Nem há mais um jogador que Mourinho dissesse ser possível fazer uma negociação de troca. Quer dizer, até há, mas o Real não vai querer ceder os jogadores que caberiam no United (Kroos, Ronaldo, Bale…).

Não sei se vai acontecer, mas seria a hora de Ed Woodward dar o troco e pedir algo como 200 milhões de libras para vender De Gea. Só de sacanagem…

A relação entre os dois clubes azedou nos últimos anos. Começou a ficar ruim em 2008, na verdade, quando Sir Alex ficou tão irritado com o assédio sobre CR7 que comentou: “eu não venderia um vírus para aquela gente”.

Vendeu no ano seguinte por 80 milhões de libras.

O United tentou “sequestrar” a venda de Bale em 2013. Ofereceu 100 milhões de libras, mas o galês estava decidido a ir para Madri. Houve o caso de Sergio Ramos em 2015, quando o Real sabia que o zagueiro apenas estava jogando com van Gaal para conseguir uma renovação no Santiago Bernabéu. A história do fax “que quebrou” na saída de De Gea e chegada de Navas… Uma das histórias mais estranhas do mercado de futebol que eu me lembre.

Foi uma briga que chegou até a atual pré-temporada. Os dois elencos estão em Los Angeles e os dirigentes do Real Madrid ficaram furiosos porque o Manchester United conseguiu o melhor hotel, o Centro de Treinamento mais escondido da imprensa e as instalações mais confortáveis. Vai tornar interessante o amistoso entre os dois nos Estados Unidos. Porque esses jogos antes do início da Premier League não servem para nada, vamos dizer a verdade. Apenas para a gente matar saudade do time. O partida entre as equipes no ano passado teve público superior a 109 mil pessoas.

É curioso porque a relação entre os dois times já foi de solidariedade e amizade. Sir Matt Busby disse que não fosse o Real Madrid, o Manchester United possivelmente teria deixado de de existir após o desastre aéreo de Munique. Não havia dinheiro em Old Trafford e o Real fez uma série de amistosos com o United, levando sempre os titulares, sem cobrar um centavo. O dinheiro das rendas ajudou a manter o nosso clube vivo.

Não bastasse isso, logo após o acidente, o Real Madrid pediu de maneira formal à Uefa que o Manchester United fosse nomeado campeão europeu de 1958. Ofereceu Puskas por empréstimo de graça, o que só não foi possível se tornar realidade por problemas com o visto de trabalho.

Gestos muito bonitos do Real. Mas que ficaram no passado. De Gea é o último exemplo.

CURTA AQUI A NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

SIGA-NOS NO TWITTER