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Wayne Rooney: should I stay or should I go?

Rooney

Wayne Rooney está nos cartazes de divulgação do novo terceiro uniforme (achei bonita a camisa. Gosto dos uniformes pretos do United). Em cinco cartazes da excursão de pré-temporada pelos Estados Unidos, ele aparece em três.

O que isso significa?

Para mim, nada, para ser bem sincero. Mas parte da imprensa inglesa (traduzindo: The Sun, Daily Mirror…) acredita ver aí um sinal de que Wazza vai continuar.

Chegamos ao ponto em que é difícil analisar o desempenho de Rooney sem parecer ingrato. Mas lembrar tudo o que ganhou e ser o maior artilheiro da história do clube não significa desconsiderar seu futebol nas últimas duas temporadas.

Foi ruim.

Creio até que Mourinho gostaria que ele ficasse por mais um ano. A chave para isso tudo é:

O que Rooney pretende da carreira?

Aparentemente, ele tem ofertas da China, mas não são tantas assim, porque o governo do país determinou que, para contratar um estrangeiro, o clube deve depositar o mesmo valor da negociação em um fundo para formação de novos atletas. O time que comprar o Rooney por 40 (por exemplo) terá de pagar, na verdade, 80.

Ele poderia ir para os Estados Unidos, se houver uma proposta. Também vai ganhar um caminhão de dinheiro (como se já não recebesse isso em Old Trafford…) e ter um padrão de vida ocidental ou mais ocidental do que teria em uma cidade do interior da China.

Se quiser ficar na Premier League, o Stoke está interessado. Rooney teria de aceitar um corte de salário de 50%. O Everton poderia resgatá-lo, o que seria uma alternativa mais atrativa, com o cenário da “volta do filho pródigo”. De novo: ele teria de topar ganhar menos. Permanecer na Premier League seria continuar no radar da seleção inglesa e Wazza já disse não ter desistido do sonho de jogar a Copa do Mundo na Rússia.

Ou ele poderia simplesmente avisar que continua no Manchester United.

Para isso, claro, teria de aceitar que não será titular. Pelo menos não quando Mourinho tiver todos os jogadores à disposição (e já colocando na análise que o clube vai contratar pelo menos dois reforços de ataque até o início da Premier League). É bom lembrar que, no total, Wayne fez 25 partidas na temporada 2016-2017. Se repetir esse número, ativa a cláusula que lhe dá o direito de renovar o contrato automaticamente por mais um ano. Tudo isso ganhando um salário de cerca de 250 mil libras por semana.

A posição dele é confortável. Duas vezes seus empresários usaram ofertas de outros clubes para forçar uma saída do Manchester United e conseguiram aumentos para o atacante. Desta vez, o melhor negócio para ele pode ser ficar.

Até Ibrahimovic anda sinalizando que pode voltar em novembro, o que significaria a chance de voltar a vestir a camisa 9 do United…

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Os cinco jogadores (além de Chicharito) vendidos cedo demais pelo Manchester United

Ao assistir Chicharito anotar pelo México na Copa das Confederações, fiz o que sempre faço: relacionar o fato ao Manchester United. A constatação mais óbvia foi pensar: que bobagem fez van Gaal ao vender o mexicano para o Bayer Leverkusen. Quantas vezes, nas últimas duas temporadas, a bola cruzou a área sem nenhum atacante para completar para o gol?

Chicharito

Quanto custaria um “poacher” como Javier Hernandez hoje em dia, se o United fosse buscá-lo no mercado? Ele teria sido valioso para Mourinho, tanto começando como titular como saindo do banco naqueles 20 minutos finais. Como foi tantas vezes entre 2010 e 2014.

Considerando que Chicharito é um dos casos, pensamos em outros cinco jogadores que o Manchester United não deveria ter vendido ou o fez cedo demais, em contagem regressiva de importância.

5. Di María (2014-2015)

Di MAria

Eu sei, eu sei… Ele foi irritante na única temporada que jogou no United. Começou de forma espetacular e depois o rendimento desabou. Eu estava em Old Trafford em jogo contra o WBA, em 2015, quando Di María entrou no segundo tempo com o time perdendo. Ele fez uma sequência de cinco cruzamentos direto para fora, claramente de propósito.

Dito isso, o talento dele é inegável e seu estilo de jogo cairia como uma luva com o que Mourinho pretende fazer. Ele não se adaptou a Manchester (jogadores sul-americanos são um pé no saco), a família passou meses morando em um hotel após tentativa de assalto, mas van Gaal deveria ter tentado contornar o problema em vez de simplesmente despachá-lo para o PSG.

 

4. Welbeck (2008-2014)

Welbeck

Outra bobagem de van Gaal. Se Welbeck não deveria ter sido vendido, pior ainda pelo valor que o Arsenal pagou: 16 milhões de libras. Se quiser contratar um atacante que está na Championship, o United vai pagar mais do que isso.

Welbeck é um atacante veloz, que joga pelos lados do campo ou pelo meio, sabe se posicionar na área e, se tem a tendência a perder chances demais (aquela contra o Bayern em 2014 foi de enlouquecer), aparece sem medo em jogos grandes. Nas duas partidas contra o Real Madrid, nas oitavas da Champions League de 2013, ele fez gol no Bernabéu e foi o melhor em Old Trafford.

E é um garoto de Longsight, que cresceu idolatrando o Manchester United.

Tremenda besteira de LVG.

 

3. Ruud van Nistelrooy (2001-2006)

Van Nistelrooy

Ruud carregou o ataque nos ombros entre 2001 e 2005, em todo o período de transição da equipe, e saiu em 2006, quando um novo time para dominar a Inglaterra e a Europa estava pronto. Foi para o Real Madrid e continuou sendo o que era em Old Trafford: uma máquina de fazer gols.

Sem levar desaforos para casa, entrou em conflito com Ferguson e brigou com Cristiano Ronaldo, então em vias de se tornar o melhor jogador do mundo. Sir Alex disse depois que sentiu que o holandês não era mais o mesmo atacante. Bobagem. Ele se encheu do artilheiro e por isso o negociou.

 

2. Jaap Stam (1998-2001)

Stam

A mais absurda venda do Manchester United em 27 anos de Alex Ferguson. Um dos maiores zagueiros da história do clube foi liberado para a Lazio no auge da carreira, aos 29 anos, porque o treinador acreditava que ele tinha “perdido velocidade”.

E quem contratou para o lugar? Laurent Blanc, aos 36 anos, que não ganharia corrida contra nenhum atacante da Premier League.

Anos depois, Ferguson reconheceu ter cometido um erro. Ele jamais admitiu ter vendido Stam por ter publicado um livro, meses antes da negociação, em que dizia ter se reunido com o treinador do United enquanto ainda era jogador do PSV. O que, tecnicamente, seria algo ilegal.

 

1. David Beckham (1995-2003)

Beckham

Becks nunca deveria ter saído do Manchester United. Não saiu por uma questão técnica, mas sim porque Ferguson não aguentava mais seu estilo de vida glamouroso ao lado da Posh Spice. Virou uma disputa por controle e Sir Alex jamais perderia essa briga.

Beckham foi para o Real Madrid por 17 milhões de libras. Uma ninharia. Na Espanha, continuou jogando bem por mais duas temporadas como volante, o que seria sua evolução natural em Old Trafford. Essa era sua posição e foi assim que atuou na final da Champions League de 1999.

Enquanto isso, o United contratou Djemba-Djemba, Liam Miller e Kleberson para a posição.

 

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O grande balão de ensaio

Ronaldo

 

Não estava muito a fim de comentar boatos de transferência, mas o suposto desejo de Cristiano Ronaldo de deixar o Real Madrid fez o mundo da internet explodir em especulações de que ele poderia voltar a Old Trafford. Segundo a imprensa inglesa, ele teria contado isso a Sir Alex Ferguson há seis semanas.

Eu ficaria estático de alegria se CR7 retornasse ao Manchester United. Não só por ter sido um dos maiores da história do clube e ser um dos grandes jogadores do futebol em todos os tempos, mas porque, aos 32 anos, tem pelo menos mais três temporadas em alto nível. Ainda mais depois que se reinventou como um centroavante moderno, preservando as energias para as arrancadas cirúrgicas. Sem necessidade de marcar ninguém.

Mas vamos ter cuidado. Primeiro porque Sir Alex, quando estava para se aposentar, em 2013, acreditou de verdade que o atacante estava disposto a voltar. O que não era verdade. Ele apenas queria um aumento na Espanha.

Algo que foi uma tendência desde a saída de Ferguson. Thiago Alcântara usou o interesse do United para tirar mais dinheiro do Bayern em 2013. Fábregas aproveitou as conversas com Ed Woodward para arrancar do Barcelona a promessa de que jogaria mais tempo naquele mesmo ano. E Sergio Ramos na última temporada de van Gaal? O zagueiro esperou, esperou, esperou, disse que iria para Manchester apenas para conseguir novo contrato do Real Madrid.

Não coloco em dúvida que Cristiano Ronaldo goste do United. Claro que gosta. Mas ele não vai tomar uma decisão dessas baseada em sentimento. Pogba nunca quis sair, também tem carinho pelo clube, e só voltou porque Mourinho exigiu  e os Glazers toparam pagar 96 milhões de euros.

O amor custa caro.

Apenas Ronaldo pode esclarecer o assunto e dizer o que é verdade e o que é boato (vamos e venhamos. isso não é muito provável), mas a mídia usa até o fato dele ter mudado a foto do seu perfil no Instagram como prova de que não vai permanecer no Real Madrid.

Um pouco demais, né?

O motivo para ele “querer” sair também não é tão forte assim. O Real não o apoiou na denúncia de sonegação de impostos. E se amanhã Florentino Perez fizer isso? Muda alguma coisa?

O preço parece proibitivo. Pela imprensa espanhola, uma proposta de 200 milhões de euros (Duzentos!) seria suficiente para deixar o clube madrilenho “tentado” a fazer negócio.

Com Sir Alex, a relação era pai e filho. O United negociou Ruud van Nistelrooy em 2006, em parte, porque o holandês tinha péssima relação com Ronaldo e outros jogadores, pelas costas do treinador, brincavam que CR7 era o bichinho de estimação do treinador. Mourinho não tem a mesma tendência a ser paternal. Ainda mais com alguém com quem já teve problemas em Madri. A relação teria de ser bem mais profissional do que isso e o atacante, para render tudo o que pode, precisa sempre saber que é o centro das atenções e ouvir que é o nome mais importante.

Ao observar tudo de fora (e com as informações disponíveis), parece um gigantesco balão de ensaio para que o Real Madrid diga, com todas as letras, que Cristiano Ronaldo é fundamental para o clube e que está ao lado dele para o que der e vier.

Mas é uma opinião de quem tem muito poucos elementos sobre o que acontece realmente. Como boa parte dos jornalistas envolvidos nessa cobertura, aliás. Mas se eu estiver errado (o que não é tão raro assim), serei o primeiro a sair cantando que Ronaldo “running down the wing, hear United sing: viva Ronaldo!”

 

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Notas de final de temporada – Parte 3 (Ataque)

Passos por defesa, depois meio-campo. Faltou o ataque.

 

9. Ibrahimovic

Quando tinha de jogar duas vezes na mesma semana, ele claramente não era o mesmo jogador. Não tinha velocidade para correr nos espaços vazios. Talvez não vista mais a camisa do clube. Mas é possível imaginar o que teria sido a temporada do Manchester United sem Zlatan e seus 28 gols? É bem possível concluir que terminaria sem títulos. Nota: 9

10. Rooney

Na Premier League em que se tornou o maior artilheiro da história da equipe, Rooney foi pálida sombra do jogador que já foi. Sem explosão muscular para comandar o ataque, a melhor posição possível é como camisa 10. O United tem opções bem melhores do que ele para a função. Merece ir embora com homenagens e boas lembranças. A temporada 2016-2017 não esteve à altura do seu nome. Nota: 5

11. Martial

A temporada de Martial começou ruim e terminou mal. Iniciou com o jogador reclamando infantilmente por ter “perdido” a camisa 9 para Zlatan. Chegou ao fim com atuações apagadas. As conversas são que o francês teve problemas particulares e foi mais um dos jogadores vítimas do “tough love” de Mourinho. As broncas resolveram muito e Anthony pode muito, mas MUITO mais do que apresentou. Nota: 5

19. Rashford

Que o United precisa de um atacante de peso, não resta dúvida. Mas que ele não atrapalhe a evolução de Marcus Rashford. O legado de van Gaal para o United tem de estar na equipe. Aberto pela esquerda, pela direita ou pelo meio. Precisa jogar. Foi uma peça-chave da temporada. Nota: 8

 

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Notas de final de temporada – parte 2 (meio-campo)

Depois da defesa, meias e volantes. Caso tenha perdido, a parte 1 está aqui.

6. Pogba

A tendência é analisar o atleta pelo que ele pode jogar, não pelo que jogou na realidade. Pogba pareceu ter encontrado um entrosamento com Ibra que beirou a perfeição e sofreu em alguns momentos por não ter um meio-campo à sua altura. Mas isso não é desculpa por ter sumido em partidas importantes. Dito isso, é preciso ressaltar que atuou muito bem na final contra o Ajax. Pode muito mais. Nota: 6,5.

7. Depay

Você pode nem lembrar mais, mas Memphis fez sete partidas na temporada, uma como titular (na League Cup). Um jogador de talento, mas com a irritante tendência a tomar decisões erradas e se achar muito melhor do que é na realidade. United tem a preferência para recomprá-lo do Lyon, caso outra equipe se interesse. Por enquanto, não é muito provável que aconteça. Nota: 5

8. Mata

O grande (único?) legado de David Moyes para o United. Um meia que não se esconde jamais, atua pelo meio ou pelos lados do campo e encara a final ou o jogo pela 10a rodada da Premier League da mesma forma. Se não tivesse se lesionado, teria sido ainda mais importante para a equipe na temporada. Nota: 7,5

14. Lingard

Winger e habilidoso para jogar como camisa 10, é curioso que Lingard tenha feito sua melhor partida na Premier League como atacante, fazendo dupla com Rashford na vitória sobre o Chelsea. Foi sempre uma opção de velocidade para Mourinho, especialmente quando ele sentiu que não poderia apostar em Martial. Não foi mal, mas pode mais. Nota: 6,5

16. Carrick

Aos 35 anos, não pode jogar duas vezes por semana, mas não há como desprezar a calma e a qualidade no passe que dá ao meio-campo. Tem visão de jogo, faz bons passes na vertical em direção ao gol, porém não tem mais fôlego para chegar ao ataque e finalizar. Se tivesse mais força física, poderia até atuar como zagueiro, o que Sir Alex chegou a testar em momentos de injury crisis. Nota: 6,5

18. Ashley Young

Virou a definição do fringe player na primeira temporada de Mourinho. Usado na lateral e como opção para o segundo tempo na meia. Como sempre, teve mais baixos do que altos. Nota: 5

21. Ander Herrera

Se você vai a guerra, quer ir com alguém como Herrera. Segundo volante por excelência, excelente passe, com capacidade para fazer gols, passou a temporada como primeiro volante e repetindo uma boa partida atrás da outra. Um dos grandes destaques de 2016-2017. Nota: 8,5

22. Mkhitaryan

Inconstante. Demorou para entender o que Mourinho exigia e, quando entrou no ritmo, teve boas atuações. A melhor delas contra o Tottenham, quando fez o gol da vitória. Depois, caiu de rendimento. Não é uma decepção, mas com certeza José esperava mais quando contratou o armênio. Nota: 6

27. Fellaini

Em 21 anos que acompanho o United de forma ininterrupta, poucos jogadores despertaram opiniões tão apaixonadas quando Marouane. Ele custou pontos ao United na Premier League, como ao fazer aquele pênalti idiota contra o Everton. Mas sua presença de área também fez a equipe conquistar resultados. Como diante do Liverpool, em Old Trafford. Na função de primeiro volante, próximo à defesa, ele é problemático por ser atabalhoado e estar sempre cometendo faltas. Como segundo cabeça de área ou como meia, rendeu mais. Foi o melhor jogador da final da Liga Europa. Mas como é possível ele atuar como meia no Manchester United? Não dá. Nota: 6,5

28. Schneiderlin

Nunca ficou muito claro para mim o que havia de errado com Schneiderlin, um volante de talento, que poderia ter contribuído na temporada, especialmente em jogos como na reta final da temporada, em que José escalou Bailly no meio-campo, por exemplo. O francês fez cinco jogos, três como titular e foi para o Everton. Nota: 5,5

31. Schweinsteiger

De jogador que nem treinava com o elenco profissional a escalado como titular e autor de um gol na FA Cup. Mas não havia como Bastian, um meia ainda com senso de posicionamento, mas lento, pudesse se adaptar ao estilo do Manchester United com Mourinho. E ninguém esqueceu que o alemão pode ser bom de marketing nas redes sociais, mas irritou os colegas de time no último ano de van Gaal. Como o time patinando e precisando de ajuda para tentar chegar perto do G4, ele recebia licenças do holandês para viajar para acompanhar a mulher, a tenista Ana Ivanovic. Nota: 5

 

Poderia ser Januzaj. Mas dificilmente será

Januzaj

Quem chega e quem sai são dois dos assuntos mais comentados a cada final de temporada e não é muito segredo que José Mourinho quer um winger. A Gazzetta dello Sport publicou que o clube tem um acordo salarial com Ivan Perisic e falta acertar o preço com a Internazionale.

Mas não vou comentar especulações. São tantas que não faria outra coisa. Quando acontecer, a gente vê…

Este winger poderia ser Adnan Januzaj. Mas não será. E só há um culpado para isso:

Adnan Januzaj.

De um dos poucos pontos positivos dos dez meses de David Moyes, ele passou a não ser sequer cogitado como um dos jogadores que podem ser aproveitados por Mourinho. E estamos em uma fase do United em que os jovem recebem chances. Januzaj tem apenas 22 anos.

O que aconteceu com o garoto que apareceu do nada, dando a vitória para a equipe contra o Sunderland com dois gols e aparecia como “the next big thing” em Old Trafford? Só ele pode responder. Mas em 2014, já era possível ter uma boa ideia.

Januzaj foi um reserva não utilizado na estreia da Bélgica (seleção que ele só aceitou atuar porque recebeu a promessa de que seria convocado). Em uma equipe em que estavam Kompany, Fellaini, Courtois, Lukaku, Hazard, Witsel, todos os jogadores pararam para falar com a imprensa na zona mista após a estreia na Copa do Mundo, contra a Argélia. Todos, menos um: Zanuzaj.

Não são de hoje os relatos de que o meia teve o mesmo problema de Federico Macheda ao subir para o profissional. Complexo de grandeza. Doença de vários garotos que chegam ao time profissional. Foi identificado por Roy Keane em uma de suas duas biografias. Ao subirem para o elenco principal, eles já recebem bons salários, dirigem carros caros. Acham que já chegaram lá. Não chegaram.

É bom lembrar que Januzaj recebeu chances com Van Gaal. Fez o gol da vitória do United na segunda rodada da Premier League 2014-2015, contra o Aston Villa. Depois disso, foi morro abaixo. Um dos principais problemas é que, cada vez que pegava na bola, Adnan não queria simplesmente fazer uma boa jogada. Pensava em resolver a partida. Chutar de ângulos impossíveis. Passar por três marcadores de  uma vez.

O empréstimo para o Borussia Dortmund foi um fracasso, embora parecesse uma boa ideia no início. Ele foi para um clube forte. Poderia aparecer. Praticamente não jogou. Mourinho o mandou ao Sunderland para que ganhasse rodagem e não ficasse no banco. Foi titular de David Moyes em várias partidas, atuaou bem em algumas, mas se esperava chamar a atenção para voltar a Old Trafford, fez muito pouco.

A melhor história de Januzaj ainda é quando apareceu como promessa, após os gols diante do Sunderland. Arrumou uma Maria Chuteira e marcou um encontro com ela. Disse que a levaria para jantar em Manchester. Ela logo imaginou um restaurante caro, aquela noite inesquecível. Adnan apareceu para buscá-la com calça de moletom. Levou-a para comer no Nando’s, uma cadeia portuguesa de restaurantes do Reino Unido especializada em frangos. O prato custa cerca de 15 libras (uns R$ 70 em valores atuais),

Os boatos são que ele vai para a Real Sociedad. Talvez em definitivo. Com o United em reconstrução e voltando à Champions League na próxima temporada. é pouco provável que Mourinho tenha tempo para alguém que imagina jogar muito, mas não consegue mostrar isso em campo. Januzaj ainda tem tempo para recuperar a carreira, mas parece pouco provável que isso vá acontecer no Manchester United.

 

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Notas de final de temporada – Parte 1 (DEFESA)

Ok, a temporada foi boa. Poderia ter sido melhor, mas foi boa. Uma das poucas vezes que discuti no Twitter aconteceu recentemente, quando um torcedor do Liverpool afirmou que a temporada deles havia sido superior ado United porque (and I quote): eles haviam terminado em quarto na Premier League. Juro.

Deluded.

Dois títulos, bons jogos, algumas decepções e a hora de cornetar. Jogador a jogador, começando pela defesa.

1. De Gea

Três vezes escolhido o melhor do time na temporada pelos torcedores, ele não repetiu a dose em 2016-2017. Em parte também por ter sido menos exigido. Felizmente. Um dos três melhores goleiros do planeta não foi tão exuberante quanto nos anos anteriores. O que está longe de dizer que foi ruim. Nota: 7

3. Bailly

Um zagueiro que tem velocidade de lateral, sem medo de contato físico e com poder para se adaptar a outras posições. Nos últimos jogos da Premier League chegou a atuar como volante. Ele não se impõe fisicamente como Vidic (aí seria pedir demais), mas terá muita utilidade no futuro próximo para o United. Nota: 7,5

4. Jones

Existem alguns folclores a respeito de Sir Alex. Um dos mais ofensivos é ele ter dito que Phil Jones seria “melhor que Duncan Edwards”. Não que seja zagueiro ruim, mas se machuca demais para se firmar em qualquer das funções que é capaz de desempenhar (beque, lateral, volante, cobrador de escanteios com van Gaal…). E não consegue manter regularidade, especialmente em jogos grandes. Nota: 5

5. Rojo

O que dizer de Marcos Rojo? Seus primeiros meses em Old Trafford nos fizeram questionar a sanidade mental de Louis van Gaal. Com Mourinho, se transformou no mais seguro zagueiro do elenco (sim, mais que Bailly). Na lateral esquerda continua um desastre, mas segurou a barra no miolo da defesa durante boa parte da temporada e sem decepcionar. Nota: 8

12. Smalling

Chris Smalling é um zagueiro que parece ter um botão de liga e desliga. Nas partidas em que está desconcentrado, não consegue acompanhar nenhum atacante. Quando está atento, é capaz de grandes atuações. Mourinho percebeu isso e por isso chamou-lhe os brios publicamente (“Está na hora jogar apesar da contusão. O time precisa dele”). Se o treinador conseguir extrair a mesma regularidade que Ferguson obteve do defensor na Premier League 2012/2013, é candidato a ser titular absoluto. Nota: 6

17. Blind

Daley Blind é baixo para ser zagueiro. É lento para ser lateral. Não tem presença física para ser volante. Apesar disso, em qualquer situação em que se necessita dele, o holandês entra e dá conta do recado. Foi assim na última temporada. Não é espetacular. Mas não é decepção. Surpreendem as notícias de que Mourinho queira se livrar dele e não o considere bom o bastante. Nota: 6,5

20. Romero

Sergio Romero é o novo Raimond van der Gouw. O melhor reserva que um clube como o Manchester United pode querer. Um goleiro que sabe que é reserva, não reclama por isso e que, quando requisitado, entra e joga bem. Claro que o argentino não possui gabarito para ser titular se De Gea sair (toc toc toc). Mas sua importância na última temporada foi inegável. Nota: 7

23. Shaw

É difícil culpar um jogador por se lesionar. A não ser que ele seja um Cañizares, que perde a Copa do Mundo por deixar cair um vidro de perfume no dedão, o atleta não pode ser responsabilizado por lesões. Mas Mourinho o levou ao limite com as críticas públicas. E quando o lateral começava a se recuperar em campo, teve mais problemas musculares. Na próxima temporada, merece a chance de provar o que pode fazer. Nota: 5,5

24. Fosu-Mensah

Acredita-se muito nele na comissão técnica, mas teve poucas chances. Quem sabe na próxima seja possível analisá-lo melhor. Poderíamos comentar sobre as atuações pelos reservas, mas não é essa a ideia deste post. Sem nota

25. Antonio Valencia

O mais regular jogador da temporada. Nunca mal, quase sempre muito bem. Se Mourinho forçou o elogio ao dizer que Tony V era o melhor lateral direito da Premier League, não foi por muito. Uma campanha quase irrepreensível do equatoriano. Nota: 8,5

36. Darmian

É sempre útil ter um defensor que atua nas duas laterais e no miolo da zaga, se necessário. Darmian começou mal e melhorou no decorrer da temporada. Parece ter ganhado mais confiança para ir ao ataque e evoluído na marcação, algo que em 2015-2016 havia sido um problemas. Mas continua com séria deficiência no cruzamento. Nota: 6

38. Tuanzebe

Tem o estilo de jogo do zagueiro que sabe sair jogando com a bola dominada, embora Mourinho pareça vê-lo como lateral ou volante. Na próxima temporada, pode ter mais chances. Nas quatro partidas que teve na Premier League em 2017, não decepcionou. Nota: 6

 

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