“Lads, it’s Tottenham”

united rooney

Foi Roy Keane quem contou a história em “Second Half”, aquela segunda autobiografia que fez para atacar Alex Ferguson.

Fergie não dava instruções no vestiário antes de jogos contra os Spurs.  Dizia apenas:

“Lads, it’s Tottenham.”

E mandava os jogadores entravam em campo.

A mensagem era simples. Eles têm uniforme bonito, tocam a bola de lá para cá, fazem um gol de vez em quando e nós vamos passar por cima.

Os Spurs melhoraram nos últimos anos. Com Pochettino, evoluíram bastante. Mas de  certa forma, continuam uma versão mais potencializada do que eram na época de Ferguson. Atuam com intensidade, Harry Kane faz muitos gols, Lloris é bom goleiro, Heung Min-Son é um dos jogadores mais subvalorizados da Premier League… Mas ganharam o quê?

Apesar da evolução, o retrospecto recente do United é bom. Vitórias em Old Trafford nas três últimas temporadas. Perdeu em 2013-14, na fatídica administração David Moyes, porque o juiz ignorou um pênalti escandaloso em Nani. Até com aquela instrução ridícula de van Gaal, de que os atacantes não podiam finalizar de primeira na área, tinham de dominar a bola antes de chutar, a equipe venceu por 1 a 0 em 2015.

Sem Harry Kane, o argentino poderá optar pelo mais simples: escalar Llorente, um centroavante mais lento, menos móvel, mas que dá trabalho para os zagueiros na área, ou mudar o esquema e colocar Son como atacante. Se perde em poder de fogo, ganha em velocidade. Após o resultado em Huddersfield, seria inteligente Pochettino apostar em um jogo mais contido na defesa à espera que, com o passar do tempo o United avence mais e mais, oferecendo espaço para o contra-ataque.

O Manchester United precisa voltar a ganhar a disputa no miolo do meio-campo. Herrera tem de mostrar mais. De preferência, o futebol da temporada passada. Depois da partida de terça-feira, por que não Lingard e Rashford nas pontas? Pelo menos até Mkhitaryan perceber que a temporada já começou…

Com a distância para a liderança em cinco pontos, o mínimo que podemos esperar é que a equipe de Mourinho não permita o aumento da diferença. Em uma visão BEM otimista, vamos sonhar que Tony Pulis, o senhor retranca, tenha aprendido a lição deixada pelo Wolverhampton e possa conseguir alguma coisa contra o City.

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