Notas de final de temporada – parte 2 (meio-campo)

Depois da defesa, meias e volantes. Caso tenha perdido, a parte 1 está aqui.

6. Pogba

A tendência é analisar o atleta pelo que ele pode jogar, não pelo que jogou na realidade. Pogba pareceu ter encontrado um entrosamento com Ibra que beirou a perfeição e sofreu em alguns momentos por não ter um meio-campo à sua altura. Mas isso não é desculpa por ter sumido em partidas importantes. Dito isso, é preciso ressaltar que atuou muito bem na final contra o Ajax. Pode muito mais. Nota: 6,5.

7. Depay

Você pode nem lembrar mais, mas Memphis fez sete partidas na temporada, uma como titular (na League Cup). Um jogador de talento, mas com a irritante tendência a tomar decisões erradas e se achar muito melhor do que é na realidade. United tem a preferência para recomprá-lo do Lyon, caso outra equipe se interesse. Por enquanto, não é muito provável que aconteça. Nota: 5

8. Mata

O grande (único?) legado de David Moyes para o United. Um meia que não se esconde jamais, atua pelo meio ou pelos lados do campo e encara a final ou o jogo pela 10a rodada da Premier League da mesma forma. Se não tivesse se lesionado, teria sido ainda mais importante para a equipe na temporada. Nota: 7,5

14. Lingard

Winger e habilidoso para jogar como camisa 10, é curioso que Lingard tenha feito sua melhor partida na Premier League como atacante, fazendo dupla com Rashford na vitória sobre o Chelsea. Foi sempre uma opção de velocidade para Mourinho, especialmente quando ele sentiu que não poderia apostar em Martial. Não foi mal, mas pode mais. Nota: 6,5

16. Carrick

Aos 35 anos, não pode jogar duas vezes por semana, mas não há como desprezar a calma e a qualidade no passe que dá ao meio-campo. Tem visão de jogo, faz bons passes na vertical em direção ao gol, porém não tem mais fôlego para chegar ao ataque e finalizar. Se tivesse mais força física, poderia até atuar como zagueiro, o que Sir Alex chegou a testar em momentos de injury crisis. Nota: 6,5

18. Ashley Young

Virou a definição do fringe player na primeira temporada de Mourinho. Usado na lateral e como opção para o segundo tempo na meia. Como sempre, teve mais baixos do que altos. Nota: 5

21. Ander Herrera

Se você vai a guerra, quer ir com alguém como Herrera. Segundo volante por excelência, excelente passe, com capacidade para fazer gols, passou a temporada como primeiro volante e repetindo uma boa partida atrás da outra. Um dos grandes destaques de 2016-2017. Nota: 8,5

22. Mkhitaryan

Inconstante. Demorou para entender o que Mourinho exigia e, quando entrou no ritmo, teve boas atuações. A melhor delas contra o Tottenham, quando fez o gol da vitória. Depois, caiu de rendimento. Não é uma decepção, mas com certeza José esperava mais quando contratou o armênio. Nota: 6

27. Fellaini

Em 21 anos que acompanho o United de forma ininterrupta, poucos jogadores despertaram opiniões tão apaixonadas quando Marouane. Ele custou pontos ao United na Premier League, como ao fazer aquele pênalti idiota contra o Everton. Mas sua presença de área também fez a equipe conquistar resultados. Como diante do Liverpool, em Old Trafford. Na função de primeiro volante, próximo à defesa, ele é problemático por ser atabalhoado e estar sempre cometendo faltas. Como segundo cabeça de área ou como meia, rendeu mais. Foi o melhor jogador da final da Liga Europa. Mas como é possível ele atuar como meia no Manchester United? Não dá. Nota: 6,5

28. Schneiderlin

Nunca ficou muito claro para mim o que havia de errado com Schneiderlin, um volante de talento, que poderia ter contribuído na temporada, especialmente em jogos como na reta final da temporada, em que José escalou Bailly no meio-campo, por exemplo. O francês fez cinco jogos, três como titular e foi para o Everton. Nota: 5,5

31. Schweinsteiger

De jogador que nem treinava com o elenco profissional a escalado como titular e autor de um gol na FA Cup. Mas não havia como Bastian, um meia ainda com senso de posicionamento, mas lento, pudesse se adaptar ao estilo do Manchester United com Mourinho. E ninguém esqueceu que o alemão pode ser bom de marketing nas redes sociais, mas irritou os colegas de time no último ano de van Gaal. Como o time patinando e precisando de ajuda para tentar chegar perto do G4, ele recebia licenças do holandês para viajar para acompanhar a mulher, a tenista Ana Ivanovic. Nota: 5

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s