Notas de final de temporada – Parte 1 (DEFESA)

Ok, a temporada foi boa. Poderia ter sido melhor, mas foi boa. Uma das poucas vezes que discuti no Twitter aconteceu recentemente, quando um torcedor do Liverpool afirmou que a temporada deles havia sido superior ado United porque (and I quote): eles haviam terminado em quarto na Premier League. Juro.

Deluded.

Dois títulos, bons jogos, algumas decepções e a hora de cornetar. Jogador a jogador, começando pela defesa.

1. De Gea

Três vezes escolhido o melhor do time na temporada pelos torcedores, ele não repetiu a dose em 2016-2017. Em parte também por ter sido menos exigido. Felizmente. Um dos três melhores goleiros do planeta não foi tão exuberante quanto nos anos anteriores. O que está longe de dizer que foi ruim. Nota: 7

3. Bailly

Um zagueiro que tem velocidade de lateral, sem medo de contato físico e com poder para se adaptar a outras posições. Nos últimos jogos da Premier League chegou a atuar como volante. Ele não se impõe fisicamente como Vidic (aí seria pedir demais), mas terá muita utilidade no futuro próximo para o United. Nota: 7,5

4. Jones

Existem alguns folclores a respeito de Sir Alex. Um dos mais ofensivos é ele ter dito que Phil Jones seria “melhor que Duncan Edwards”. Não que seja zagueiro ruim, mas se machuca demais para se firmar em qualquer das funções que é capaz de desempenhar (beque, lateral, volante, cobrador de escanteios com van Gaal…). E não consegue manter regularidade, especialmente em jogos grandes. Nota: 5

5. Rojo

O que dizer de Marcos Rojo? Seus primeiros meses em Old Trafford nos fizeram questionar a sanidade mental de Louis van Gaal. Com Mourinho, se transformou no mais seguro zagueiro do elenco (sim, mais que Bailly). Na lateral esquerda continua um desastre, mas segurou a barra no miolo da defesa durante boa parte da temporada e sem decepcionar. Nota: 8

12. Smalling

Chris Smalling é um zagueiro que parece ter um botão de liga e desliga. Nas partidas em que está desconcentrado, não consegue acompanhar nenhum atacante. Quando está atento, é capaz de grandes atuações. Mourinho percebeu isso e por isso chamou-lhe os brios publicamente (“Está na hora jogar apesar da contusão. O time precisa dele”). Se o treinador conseguir extrair a mesma regularidade que Ferguson obteve do defensor na Premier League 2012/2013, é candidato a ser titular absoluto. Nota: 6

17. Blind

Daley Blind é baixo para ser zagueiro. É lento para ser lateral. Não tem presença física para ser volante. Apesar disso, em qualquer situação em que se necessita dele, o holandês entra e dá conta do recado. Foi assim na última temporada. Não é espetacular. Mas não é decepção. Surpreendem as notícias de que Mourinho queira se livrar dele e não o considere bom o bastante. Nota: 6,5

20. Romero

Sergio Romero é o novo Raimond van der Gouw. O melhor reserva que um clube como o Manchester United pode querer. Um goleiro que sabe que é reserva, não reclama por isso e que, quando requisitado, entra e joga bem. Claro que o argentino não possui gabarito para ser titular se De Gea sair (toc toc toc). Mas sua importância na última temporada foi inegável. Nota: 7

23. Shaw

É difícil culpar um jogador por se lesionar. A não ser que ele seja um Cañizares, que perde a Copa do Mundo por deixar cair um vidro de perfume no dedão, o atleta não pode ser responsabilizado por lesões. Mas Mourinho o levou ao limite com as críticas públicas. E quando o lateral começava a se recuperar em campo, teve mais problemas musculares. Na próxima temporada, merece a chance de provar o que pode fazer. Nota: 5,5

24. Fosu-Mensah

Acredita-se muito nele na comissão técnica, mas teve poucas chances. Quem sabe na próxima seja possível analisá-lo melhor. Poderíamos comentar sobre as atuações pelos reservas, mas não é essa a ideia deste post. Sem nota

25. Antonio Valencia

O mais regular jogador da temporada. Nunca mal, quase sempre muito bem. Se Mourinho forçou o elogio ao dizer que Tony V era o melhor lateral direito da Premier League, não foi por muito. Uma campanha quase irrepreensível do equatoriano. Nota: 8,5

36. Darmian

É sempre útil ter um defensor que atua nas duas laterais e no miolo da zaga, se necessário. Darmian começou mal e melhorou no decorrer da temporada. Parece ter ganhado mais confiança para ir ao ataque e evoluído na marcação, algo que em 2015-2016 havia sido um problemas. Mas continua com séria deficiência no cruzamento. Nota: 6

38. Tuanzebe

Tem o estilo de jogo do zagueiro que sabe sair jogando com a bola dominada, embora Mourinho pareça vê-lo como lateral ou volante. Na próxima temporada, pode ter mais chances. Nas quatro partidas que teve na Premier League em 2017, não decepcionou. Nota: 6

 

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Uma resposta para “Notas de final de temporada – Parte 1 (DEFESA)

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