Valencia, que não gosta dos holofotes, fica até 2018

valencia

Antonio Valencia anunciou ontem ter acertado a renovação de contrato com o Manchester United. O novo acordo termina no final da temporada 2017-2018, em prorrogação parecida com a feita com Fellaini.

Regular e discreto, Valencia é um dos nomes mais importantes da era Mourinho no United até agora. Pela direita, ele é a força ofensiva. Recebe sinal verde para atacar porque possui uma velocidade de winger. Tem quebrado o galho todas as semanas em uma posição que não é a sua.

Tony V é um jogador curioso. Parece sempre desconfortável quando é colocado sob os holofotes. Gosta de passar incólume. O que nem sempre foi fácil em Old Trafford.

Primeiro porque ele ganhou a pecha de “substituto de Cristiano Ronaldo”.  O que nunca foi verdade. Existe uma diferença entre ser o “substituto de Cristiano Ronaldo” e a “primeira contratação depois da saída de Ronaldo”. Valencia se encaixava na segunda opção. Chegou para a temporada 2009-2010 após ter mostrado excelente futebol pelo Wigan. Sir Alex nunca teve na cabeça que o equatoriano ocuparia a vaga do português.

Quando Michael Owen saiu, Ferguson lhe deu a camisa 7. Era muita atenção para a personalidade de Valencia, que pediu um ano depois para usar o 25. Ele não queria todo o cartaz que vem com o número consagrado por Best, Robson, Beckham, Cantona, CR7…

Em setembro de 2010 sofreu uma terrível fratura exposta em Old Trafford, em partida contra o Glasgow Rangers, pela Champions League. Voltou a jogar antes do fim da temporada, em uma recuperação que impressionou a todos no clube.

A versão que chega à imprensa é que Valencia é sujeito tímido, que pouco fala o vestiário (até porque seu inglês é ruim), mas está sempre com um sorriso no rosto. Isso vindo de jogador que saiu da pobreza absoluta no Equador para virar o principal jogador do país e o primeiro a atuar pelo maior clube do mundo.

Quando crianças, ele e seus dois irmãos andavam pelas ruas procurando garrafas vazias. Recolhiam o que encontravam e davam para o pai, que as vendia para conseguir comprar comida. Antonio também ajudava a mãe na venda de bebidas fora do estádio em dias de jogos. Quando não fazia nada disso, jogava futebol nas ruas. Foi assim que acabou descoberto e começou a caminhada que continua em Old Trafford, pelo menos até julho de 2018.

 

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