Adeus, LVG. Três boas lembranças e cinco decisões do holandês que ninguém entendeu

Louis van Gaal anunciou a aposentadoria do futebol por “razões familiares”. Ok, ele foi uma figura controversa, irritante algumas vezes, mas deixou sua marca. As brigas, as convicções, a arrogância e a montagem de um dos maiores times da história.

O Ajax de 1994-1996, thanks for asking.

O holandês que substituiu David Moyes (Ryan Giggs era só para tapar buraco) no comando do Manchester United entre 2014 e 2016 será lembrado por motivos bons e ruins. Como sempre acontece.

Abaixo, o Brazilian Red Devils lembra três razões para recordar com carinho da passagem de LVG por Manchester. E cinco momentos em que você coçou a cabeça, olhou para a TV e pensou: “O que esse cara está fazendo?”

Os bons momentos:

1.FA Cup

van-gaal

O último jogo da carreira de van Gaal teve título e foi a única conquista do Manchester United após a era Alex Ferguson (claro que Community Shield não conta). O gol de Lingard na prorrogação serviu também como plataforma para Mourinho assumir um clube em condições bem melhores do que o holandês recebeu.

Isso sem falar que a derradeira imagem de Louis van Gaal como técnico foi acenar com a taça da FA Cup para os jornalistas na sala de imprensa de Wembley. Um nada delicado “chupa”.

 

2. Fé nos garotos

rashford

Poucos vão se lembrar, mas Lingard foi titular na primeira partida oficial de van Gaal, contra os Spurs, em Old Trafford. Machucou-se, demorou para voltar, se lesionou de novo, foi emprestado e, quando estava pronto, recebeu chances em Old Trafford que outro técnico não lhe daria.

Rashford é 100% mérito de LVG. Diante do Midtjylland, na Liga Europa, quando perdeu atacantes por contusão e não tinha quem escalar, Marcus não era a primeira opção. A escolha foi do treinador.

É difícil acreditar que Martial teria sido contatado sem o aval do holandês e foi uma atitude de coragem.

 

3. Estabilizar o barco

Os dez meses de David Moyes deixaram o Manchester United uma confusão. Era uma bomba que poderia ter estourado antes se o técnico não fosse Sir Alex Ferguson. E a culpa é dele também por ter permitido que a situação chegasse a este ponto.

Van Gaal teve altos e baixos. Quem colocar na balança pode concluir que mais baixos do que altos. Mas ele conseguiu estabilizar a situação, mesmo que, muitas vezes, à força.

 

E cinco vezes em que você olhou para o campo e pensou: “Hein?

 

1.RVP e Rooney de meias. Fellaini de centroavante

wba

Com a derrota parcial por 1 a 0 diante do WBA, em Old Trafford, LVG resolveu fazer uma substituição que, de início, nem parecia tão ofensiva. Colocou Fellaini. Até aí, nada demais. Problema foi o esquema tático que passou a usar. Recuou van Persie e Rooney para as meias, enfiou o belga de centroavante e mandou levantar bolas na área.

Terminou 1 a 0.

 

2. Ashley Young de centroavante

young

No intervalo da  partida contra o Tottenham, em White Hart Lane, van Gaal sacou Rashford e colocou Ashley Young. Imaginava-se que o substituto iria jogar aberto pela lateral e Martial passaria para o meio.

Não.

Martial continuou como winger. Young atuou 45 minutos como centroavante. O United perdeu por 3 a 0.

 

3. Nick Powell

powell

Talvez você não se lembre, mas Nick Powell foi contratado por Sir Alex Ferguson em 2012. Estava no Crewe Alexandra. Nunca teve muita oportunidades e o consenso entre os demais jogadores era que Powell era convencido demais para quem havia feito tão pouco no futebol.

O United o emprestou ao Wigan e ao Leicester. Van Gaal o chamou de volta. Com o time desesperado para fazer um gol no Wolfsburg, na Alemanha, e conseguir se classificar na Champions League, um jogador apareceu na beira do campo para entrar nos minutos finais.

Era Nick Powell. No lugar de Mata.

Ninguém entendeu nada. O Manchester United perdeu a partida e foi eliminado.

 

4. Troca de laterais

O United foi para o intervalo empatando com o Liverpool por 1 a 1 pela Liga Europa. Teria de fazer três gols no segundo tempo para conquistar a classificação.

Van Gaal fez duas substituições: trocou Guillermo Varela por Valencia e Marcos Rojo por Darmian. Mudou os laterais.

O jogo terminou 1 a 1.

 

5. Nos treinos

Nem os atacantes acreditaram. Nos treinos, van Gaal proibia os atacantes de chutar de primeira para o gol. Quando recebiam passes ou cruzamentos, eram obrigados dominar a bola antes de finalizar.

Os intermináveis vídeos sobre os próximos adversários levavam a longas reuniões. Ninguém aguentava mais. O técnico determinou que os jogadores recebessem os arquivos e os vídeos pelo celular, mas havia um dispositivo que informava à comissão técnica se o atleta havia aberto e quanto tempo ficaram assim.

O elenco os recebia, abria e deixava o celular de lado, com os arquivos largados de lado.

 

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