He goes by the name of Wayne Rooney…

Era inevitável. Em algum momento, os boatos começariam sobre negociações para renovar o contrato de Wayne Rooney. É a repetição do mesmo filme que assistimos após a Copa de 2010, quando ele alegou não ter intenção de assinar novo vínculo e que não enxergava no clube ambição de continuar brigando por títulos. Desde então, o Manchester United ganhou duas PL e chegou à final da CL. Partida em que Rooney fez gol, mas atuou muito mal, é necessário dizer.

Em 2010, Sir Alex Ferguson limpou o chão com os agentes do camisa 10, que planejaram a artimanha para forçar uma negociação para o Manchester City. Como “prêmio de consolação” (e que consolação!)  saiu da história com um novo contrato, o maior do elenco (250 mil libras por semana) e tendo de pedir desculpas para a torcida.

E agora?

Seus representantes fizeram o possível para que o cliente fosse vendido para o Chelsea. Ferguson jura que o atleta pediu um transfer request informal no final da última temporada. Rooney contesta.  Apenas afirmou ao treinador que, se fosse para continuar sendo escalado no meio-campo e não atuar nas partidas mais decisivas, preferia sair. Jogo de palavras. De fato, manifestou o desejo de mudar de ares. De novo.

Os fatos que aconteceram no último dia da janela de transferências mostraram que Moyes acertou em cheio ao bater o pé na manutenção de Wazza. A atuação do clube no mercado para conseguir reforços foi um fiasco do início ao fim. Perdeu Thiago, apostou em uma contratação que obviamente não daria certo (Fábregas), se enrolou todo para comprar Herrera e perdeu o prazo da cláusula contratual de Fellaini. Poderia tê-lo comprado por 23,5 milhões de libras. Pagou 27,5 milhões. Com a manutenção de Rooney, pelo menos puderam tentar cantar vitória por terem conseguido manter um dos principais jogadores do grupo.

Não ha outra saída para o United que não seja tentar renovar com Rooney. Faz todo o sentido, apesar das presepadas que ele volta e meia faz com o “desejo” de ser vendido. Taticamente, é o jogador mais importante de Moyes. Tem jogado bem, contribuído decisivamente e, após o comportamento ridículo mostrado na primeira rodada, em Swansea (quando não comemorou os gols com os outros jogadores), realmente parece integrado. Com Van Persie, forma a mais letal dupla de ataque do Campeonato Inglês. E tem mais: onde (e por quanto!) os Reds  conseguiriam um substituto à altura?

Há sempre o risco. Acontece um acordo agora e, daqui a 18 meses, ele diz estar “infeliz”, mais uma vez. E a renovação vai sair cara. Rooney já tem um dos maiores salários do futebol inglês. Por quanto sairia esse novo contrato?

Há um senso de ruptura dos torcedores com ele.  Claro que recebe incentivo durante os jogos. A camisa é mais importante. Mas existe círculo de desconfiança. A torcida desconfia das intenções do jogador, que não confia no Manchester United que, por sua vez, sabe perfeitamente quem é Wayne Rooney. Um precisa do outro, porém. Vamos ver até quando.

É um casamento de conveniência, claro. Mas com raríssimas exceções (Scholes, Giggs, Gary Neville…), no futebol, qual não é?

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