A importância de ganhar do Arsenal

A língua inglesa tem a expressão “second guess”, que, em português, não sei se tem expressão correspondente, com o mesmo significado literal. Talvez “apontador de obra feita”, mas tenho dúvidas até que ponto é algo só dito em São Paulo e não no resto do país.

Sem querer apontar a obra feita pelo Manchester United, realmente acredito que se o time tivesse perdido para o Arsenal, no último domingo, a Premier League se tornaria um sonho bem distante.

Matematicamente, seriam 11 pontos de distância para os Wenger Boys. Diferença bem considerável, mas isso não seria o principal. O United sofreria o golpe psicológico no momento mais crítico possível. Em fase de transição. Uma coisa seria encarar essa dificuldade com Sir Alex Ferguson no comando. Moyes chegou agora. Seria desafio gigantesco.

Deu United. Impressionou bastante o comportamento defensivo da equipe. Não foi uma atuação primorosa, mas  muito correta taticamente. Com a presença de Rooney e Van Persie na frente, o treinador tem a fórmula para os gols. Está buscando resolver os problemas a partir da cozinha. No último domingo, deu certo. Em parte, graças a Phil Jones. Uma atuação monstruosa. Tanto no meio-campo quanto no miolo da zaga. O Arsenal só cresceu, aliás, quando ele não estava na cabeça de área para complicar a vida de Ozil e Ramsey.

Enquanto Fellaini não entra no ritmo, a solução pode ser deixá-lo por ali mesmo,  na proteção à defesa. A contusão de Carrick (seis semanas fora) deixa tudo ainda mais difícil.

Foi uma atuação de entrega e compromisso tático no momento em que o time mais precisava. Em vários momentos do segundo tempo, apenas Van Persie estava na frente. Rooney compunha o meio-campo e se deslocava pela esquerda, tentando aproveitar o espaço deixado por Sagna. O técnico percebeu muito bem como jogar contra o Arsenal.  Não à toa, em participação recente no Soccer AM, Louis Saha disse que o melhor treinador tático com quem trabalhou foi David Moyes. Mais até do que Alex Ferguson.

O empate seria ruim. A derrota seria catastrófica. A vitória fez os jornais estamparem que o United estava de volta à briga. Era este impulso psicológico que o elenco e a torcida precisava.

Mantido o ritmo, o Manchester United pode voltar a ter o fear factor que sempre mostrou diante dos adversários. Mas é preciso manter o ritmo. A começar pelo Cardfiff, na semana que vem.

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