A questão Chicharito

A situação de Chicharito virou um dos assuntos da semana em Old Trafford. Ele retuiou mensagem de Carlos Vela, ex-Arsenal e atualmente na Real Sociedad. Os dois são grandes amigos e companheiros de seleção mexicana.

Vela escreveu texto questionando como um atacante do nível de Javier Hernandez não joga mais pelo Manchester United e sugerindo que, se isso não mudasse, o caminho é trocar de equipe.

Ao disseminar o texto no Twitter, Chicharito estaria, pela interpretação da imprensa inglesa, endossando a opinião do colega. Mostraria, assim, insatisfação e disposição a ser negociado em janeiro. Pode ser uma conclusão radical demais, mas provavelmente tem fundo de verdade. Até porque o artilheiro já havia dito, a jornais mexicanos, que precisava estar mais tempo em campo.

É uma situação difícil para o jogador na mesma medida em que é para David Moyes. O técnico tem um atacante titular: Robin Van Persie. Há outro para atuar na ligação do meio com o ataque: Wayne Rooney. Chicharito é um poacher. É centroavante de área, oportunista, de finalização. Difícil encontrar, regularmente, lugar para ele no time titular. Uma solução possível seria mexer no esquema e usar um 4-3-1-2. Com Rooney, Van Persie e Chicharito nas funções mais avançadas. Mas isso sacrificaria ainda mais Wazza e Moyes não parece estar disposto a ir tão longe para deixar o mexicano feliz. Vamos e venhamos, não dá para condená-lo.

Ao mesmo tempo, Hernandez tem aspiração legítima. Jogar. O argumento “Copa do Mundo” é meio furado (porque ele vai ser convocado de qualquer jeito), mas imagine que você é jogador de nível internacional. Titular de uma seleção. Esteja na Europa, em clube de ponta e, toda vez que foi acionado, correspondeu? Vai ficar satisfeito na reserva?

Neste aspecto, Hernandez não é Solksjaer. Ole foi uma benção na vida do Manchester United. Jogador que não vai aparecer mais. Goleador comprovado, letal, que não se incomodava por fazer cinco gols em duas partidas e, em seguida, ficar no banco.  De fato, ele implorou para permanecer em Old Trafford. Em 1998, foi negociado com o Tottenham Hotspur. No momento final, pediu a Sir Alex para não sair. O resto é história…

Seria salutar que Moyes segurasse Chicharito, pelo menos, até o final da temporada. Liberá-lo em janeiro, seria enfraquecer o elenco de forma significativa.

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