O começo de David Moyes

Se entre os jogadores existe uma fase de adaptação ao novo técnico, imaginem entre os torcedores! A vida sem Alex Ferguson no banco de reservas seria uma incógnita. Fosse com David Moyes, José Mourinho ou qualquer outro. É o mergulho no desconhecido.

Consideradas as cinco primeiras rodadas, o começo do Manchester United é o pior desde 2004/2005, quando o time terminou a Premier League em terceiro. Não é nada, não é nada… Não é nada mesmo. Isso é apenas um dado estatístico. Sem grande consequência.

Os dois grandes pecados cometidos por Moyes, até agora, pouco foram citados. Primeiro: ele não está revezando os jogadores. Carrick, por exemplo, jogou todas até agora.  O que é até compreensível porque a equipe não tem outro jogador de passe tão bom. Mas, mesmo assim, contra o Crystal Palace, por exemplo, seria possível arriscar e deixá-lo no banco. Ferdinand e Vidic não têm condições físicas de atuar três vezes em dez dias. Negredo fez Nemanja de gato e sapato no domingo. Rio falhou em dois gols. Evans precisa estar em campo de vez em quando para dar descanso aos titulares. Sem Rafael, Fabio poderia entrar na direita e Smalling estaria livre para ir para a zaga, enquanto Phil Jones não volta.

O técnico também tem sido conservador na escalação e nas mudanças. Mas isso não é surpresa. É característica. Sempre foi assim. Só que o Everton é diferente do Manchester United. Zaha esteve presente em vários jogos da pré-temporada. Começou o campeonato, foi esquecido. Stretford End pede, quase implora, para que Januzaj e Kagawa sejam escalados. Colocar Ashley Young contra o City e mantê-lo após o intervalo foi decisão ruim. Assim como trocá-lo por Cleverley para Fellaini jogar mais avançado. Mas Ferguson, apesar de todas as suas várias e imensas virtudes, também tinha momentos ruins. Park foi atropelado por Yayá Touré no mesmo clássico, no mesmo Etihad, na partida que praticamente decidiu o título em 2012. Acontece.

Vamos levar em conta os resultados. A derrota em Liverpool foi ruim, claro. Assim como o desempenho foi péssimo. Mas vocês já esqueceram como o United jogou mal, desde 1999, em Anfield, quando o técnico era Ferguson? Mesmo nas vitórias, o desempenho não era de cair o queixo. O que pouco importa, na verdade, porque ganhar jogando bem, é bom. Ganhar jogando mal, é tão bom quanto. Mas a verdade é que já há algum tempo os Red Devils não jogam bem “lá”…

A atuação de domingo foi pior, mais embaraçosa, do que os 6 a 1 de 2011-2012, em Old Trafford. Daquela vez, o time ficou com 10 quando o placar era 1 a 0. E até os 40 do segundo tempo, estava 3 a 1. No clássico de domingo, em nenhum momento o City se sentiu ameaçado. Touré dominou o meio-campo. Vale lembrar, porém, que em 1989, Sir Alex teve um dos seus primeiros dérbis, no antigo estádio de Maine Road. Levou 5 a 1.

O importante, no pós-jogo, é que os jogadores tenham sentidoa raiva de Moyes e percebam que o que aconteceu há três dias foi inadmissível.

A Premier League é uma maratona, não um sprint. Keep the faith. Believe.

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