Segunda viagem ao centro do universo (ano 2008)

Oito anos depois, resolvi voltar (e quem quiser ler sobre a primeira viagem, é só clicar aqui).

Era uma viagem de segunda lua de mel que dei um jeito de encaixar Manchester. Itália, Suíça e Inglaterra. Esperava que o sorteio da FA Cup me fosse gentil e colocasse um jogo em Old Trafford. Antes mesmo de embarcar, a notícia: Manchester United at Aston Villa.

A decepção existiu, é claro e não havia muito que eu pudesse fazer. Amigos foram generosos ao extremo e se propuseram a entrar no sorteio dos ingressos distribuídos pelo United em jogos fora. Se vencessem, seria meu. Mas eu precisava de mais de um. E era aí que a coisa complicaria. E complicou mesmo.

Na primeira vez, havia saído de Londres para Manchester de trem. Desta vez, de avião. Agora posso dizer que prefiro trem. Até porque poucas sensações são melhores de sair de Manchester Piccadilly e dar de cara com o frio da Mancunia.

Para quem não teve a oportunidade de ir,  Manchester, fora do centro, Deansgate, etc, é bem diferente de Londres. Cidade industrial revitalizada nos anos 90, tem muitas áreas residenciais e algumas perigosas. Claro que a capital também tem, mas o transporte público é mais fácil, mesmo de madrugada.

Como chegamos à noite, deixamos Old Trafford para o dia seguinte.

Eu já havia feito isso uma vez, mas a emoção é a mesma. Pegar o metrolink, descer na estação Old Trafford, passar pelo cricket ground,  Warwick Road, cruzar Chester Road, Sir Matt Busby Way e bang! Se você olhar para cima, pode ler mil vezes se quiser, por cima da estátua de Sir Matt:

Manchester United.

Já que não teria jogo, que tal aproveitar do que o lugar tem a te oferecer? E quem vai a Manchester, tem que fazer o tour no estádio. Mas ao subir as escadas e ver o gramado se descortinar à minha frente, bateu tristeza. Eu viajei tanto e não veria um jogo.

Tentei apagar isso e me concentrar na histórias do guia. E eram muitas. Corredores, vestiários, Stretford End (em silêncio, não combina), hall onde os jogadores recebem convidados… todos os lugares. Acho que Fabiana percebeu minha cólera. Estávamos passando ao lado do gramado, eu observando o lugar onde tinha sentado em 2000 e ela vem afobada para o meu lado.

“Toma! Toma… esconde. Guarda no bolso.”

“O que é isso”.

Era grama. Grama do solo sagrado de Old Trafford que ela havia arrancado. Enrolei num papel e meti no bolso. Hoje está no escritório de casa, ao lado do meu certificado do Manchester United Supporters Trust (veja foto no final do post).

Fomos almoçar no Red Café, talvez o melhor, passear pelo museu e, claro, fazer compras na megastore.

Por indicação de Andrew Lindsay, fui assistir ao jogo num pub no centro. Não sei por qual motivo não fui no Bishop Blaize. Talvez porque Pete Boyle (legend!!) tivesse ido ao jogo e não seria tão animado.

United venceu por 2 a 0: Ronaldo e Rooney.

Dias depois, voltei ao Brasil. A mala cheia de souvenirs, camisas e etc. Mas com a sensação de ter faltado algo. Talvez estar de novo em Stretford End cantando “Oh ah Eric Cantona”.

Ficou para a próxima visita. Espero que em breve.

IMG_0827

 

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2 Respostas para “Segunda viagem ao centro do universo (ano 2008)

  1. SENSACIONAL!

  2. simplesmente incrivel…espero estar fazendo a mesma viajem um dia…eu sonho com isso todo dia! Parabens alex…

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