Match report: Manchester United 2-1 Arsenal (EPL, 29/8/2009, Old Trafford)

Bom, vamos deixar uma coisa bem clara. Ganhar jogando bem, é bom. Ganhar jogando mal é tão bom quanto. Às vezes é até melhor.

E foi assim que o Manchester United conseguiu uma fundamental virada hoje sobre o Arsenal: jogando mal.

Acordei cedo para adiantar boa parte do trabalho e conseguir ver a partida. Atenção: partida, não clássico. Manchester United e Arsenal não é clássico! Mas se vocês não passaram por isso, não podem imaginar como é ruim ver o United jogando no ambiente de trabalho. Não dá para gritar, não dá para xingar (pelo menos muito alto), não dá para vibrar como se deve e, principalmente… não se pode beber.

Mas é melhor do que não ver, isn’t it?

Eu entendi o que Sir Alex Ferguson tentou fazer. Para se prevenir da velocidade do Arsenal, ele congestionou o meio de campo, deixando Rooney isolado na frente. Com Valencia aberto pela direita e Nani pela esquerda, ficaria com Giggs o papel de acionar os wingers e Wazza.

Não deu certo porque Giggsy foi inacreditavelmente mal. Desde que acompanho o Manchester United (com mais assiduidade, coloque aí uns 15 anos), foi a pior partida que vi dele. Não acertava o mais simples passe. Fiquei mais assustado ainda quando Ferguson não o tirou no intervalo.

Contribuía para os problemas a marcação dupla em cima de Valencia, que não conseguia se livrar e com isso, não tinha espaço para cruzar.

Não que o Arsenal estivesse bem. Pelo contrário, achei um time bem ordinário, que também encontrava dificuldade para fazer a bola chegar em Van Persie. O mais perigoso, disparado, era Arshavin e não por acaso foi ele quem abriu o placar em um chute que Foster poderia ter defendido. Mas ele se redimiu no segundo tempo com uma defesa espetacular que manteve o United na partida. Porque 2 a 0, naquele momento, era game over.

De fato, o United não achou ainda sua maneira de jogar. A proposta é fazer os wingers trabalharem, buscarem a linha de fundo ou cruzarem para a área. E Valencia mais do que Nani vinha fazendo isso. Mas quando o adversário trabalha para bloquear essa jogada, o que você faz? Essa resposta Sir Alex ainda precisa encontrar.

O que dizer de Darren Fletcher? Man of the Match disparado. Pelo segundo jogo seguido foi o heart and soul of Manchester United. Melhor a cada partida. Mas Evra parece ter mais facilidade para driblar os laterais adversários do que os próprios wingers.

Não sei o motivo para tamanha discussão a respeito do pênalti. Foi tão claro… escandalosamente claro. Ao contrário da expulsão ridícula do Bolton, que foi operado diante do Li******l. E Diaby? Oh, how sweet!

Mas o melhor estava por vir. Tanto aqui quanto lá. QUE CENA FOI AQUELA DE WENGER QUASE NAS CADEIRAS, de braços cruzados? Conseguiu bater o recorde mundial do patético e oportunismo, que já pertencia e ele mesmo.

Aqui, eu estava de pé esperando o jogo acabar para sair para uma pauta. Na verdade, já estava atrasado. Todos os demais torcendo para o Arsenal para me atormentar. Bola na área, sobra… GOL!

Alguém pode imaginar o que ouvi? Dei as costas e fui embora. Mas aí eu vejo a bandeira levantada…

AÍ, ALGUÉM PODE IMAGINAR O QUE EU FALEI?

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3 Respostas para “Match report: Manchester United 2-1 Arsenal (EPL, 29/8/2009, Old Trafford)

  1. Achei o time muito lento no jogo, não encaixava nenhum contra-ataque, principalmente por causa do Giggs, que jogou muito mal. O Rooney ficou isolado lá na frente, quase nem tocou na bola. O Nani as vezes faz boas jogadas mas desaparece do jogo depois. Fletcher, concordo com o que voce escreveu, mas acho ele muito fraco quando se apresenta ao ataque, principalmente quando ele tenta finalizar, mas defensivamente ele é um grande jogador.
    Queria ver o Evra como winger. Com ele, o time ganha muita velocidade, coisa que faltou e muito nesse jogo.
    E a cena do Wenger foi no minimo bizarra.

  2. Tem coisas que não tem preço.

    A atuação do Fletcher…
    A raça do Rooney se jogando de cabeça numa bola rasteira..
    A cara de pateta do Wenger quando da anulação do gol e quando foi pras cadeiras..
    Mas, principalmente, A VITÓRIA!

  3. Win is a win…
    E eu imagino o que você falou. Provavelmente a mesma coisa que eu falei quando o Terry escorregou em 2008. Já que naquele dia a maioria estava vendo a final só pra me atormentar.

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