Match report: Roma 0-2 Manchester United (UCL, 1/4/2008, Stadio Olímpico)

Man Utd's Ronaldo heads home the opener

 Wayne Rooney scores United's second goal in Rome

“This could be the year” é a primeira frase da música Lift it High, gravada pelos jogadores durante a temporada 1998/1999. Era um pedido para a torcida acreditar no sonho do Treble e uma garantia de que não faltaria vontade (“We’ll not rest until the whole world knows our name”).

This could be the year. Não de repetir o Treble, mas de levantar novamente a Champions League.

Sir Alex Ferguson played it safe. Montou esquema para jogar nos contra-ataques, mesmo a Roma não sendo time de característica ofensiva. A aposta era que eventualmente, com o passar do tempo, a equipe italiana teria que sair e oferecer espaços para o United explorar e conseguir o precioso away goal.

Foi atuação cínica do Manchester United. Como Milan nos tempos em que tinha um time decente. Escapou em alguns momentos, controlou o meio-de-campo com toque de bola e saiu em velocidade. Nos minutos finais, a vitória poderia ter se transformado em goleada, com Ronaldo (who else?) quase anotando um gol antológico.

Partidas decisivas como a de hoje mostram a importância de se ter um goleiro de nível internacional. Van der Sar fez duas excelentes defesas. Além disso, foi seguro em cruzamento de Giuly cruzou para Aquilani que fechava sozinho na pequena área. Quando Park escorou de cabeça do outro lado, Doni largou a bola que sobrou para Rooney empurrar para o gol.

Gostei da forma como Sir Alex Ferguson enxergou a partida. Percebeu quais eram as jogadas mais perigosas do rival. Mudou para fechar o setor direito da defesa, sacrificou a força ofensiva de Evra para ficar de olho em Giuly no segundo tempo. Carrick surpreendeu chegando de trás e Rooney mais uma vez confundiu a marcação trocando de posições com Park e Ronaldo.

Artilheiro da Champions League, artilheiro da Premier League, decisivo week in week out, Cristiano Ronaldo nos faz ficar sem superlativos. That boy Ronaldo makes everyone else looks shite.

Paul Scholes é intrigante desde que voltou ao time. Desligado em alguns momentos, duas vezes armou ataques da Roma com passes errados. Mas aí ele aparece no ataque e faz uma inversão de bola precisa. Ou faz cruzamento que coloca Ronaldo em totais condições de abrir o placar. Como dizer que um meia desses não é fundamental?

O problema é saber o que aconteceu com Vidic. Está com toda a pinta de torção no joelho. A lembrança das lesões no ano passado está sempre presente. E o sérvio foi uma das vítimas. Que não seja agora novamente. A dupla que ele faz com Rio é uma das mais consistentes do continente. E Ferdinand hoje foi nada menos que uma rocha no meio da zaga vermelha.

This could be the year. Está cada vez mais perto.

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Uma resposta para “Match report: Roma 0-2 Manchester United (UCL, 1/4/2008, Stadio Olímpico)

  1. Que jogo bom de se ver. Apreensivo as vezes, mas em sua maioria bom (para nós). A princípio gostei do Park na escalação, mas depois vi a falta que fazem o Giggs ou o Nani. O coreano não foi mal, mas falta algo. Apesar do time não ter jogado de maneira usual e forte, jogou pragmáticamente e de maneira eficiente (Continental como já disse o Ferguson). E como funcionou!

    Ronaldo é algo absurdamente sensacional. Como está jogando! Rooney voltou de vez a encontrar o fundo das redes.

    Grande vitória, e com a Roma querendo o resultado no Old Trafford sinto que vem outra goleada!

    Abs.

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